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Commodities Garantem Superávit de US$ 5 Bilhões na Balança Comercial de Mato Grosso do Sul

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Mato Grosso do Sul manteve um saldo positivo de US$ 5 bilhões na balança comercial, graças ao forte desempenho das commodities. As exportações somaram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 1,8 bilhão, de acordo com a Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Coordenação de Economia e Estatísticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O levantamento revela que as vendas externas do estado têm se recuperado nos últimos meses, com o superávit comercial permanecendo estável, evidenciando um cenário favorável no comércio exterior.

Segundo Jaime Verruck, secretário de Estado, o desempenho sólido nas exportações, impulsionado principalmente pelas commodities e produtos agrícolas, reforça a capacidade econômica do Mato Grosso do Sul. “O superávit constante demonstra a força econômica do estado. As exportações, que eram de US$ 383,4 milhões em 1997, saltaram para US$ 10,6 bilhões em 2023, com crescimento significativo a partir de 2005”, destacou Verruck.

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Principais Produtos Exportados

A soja é o principal item da pauta de exportações, representando 36,97% do total, com uma receita de US$ 2,5 bilhões em 2023. A celulose aparece em segundo lugar, com participação de 21,07% e uma receita de US$ 1,4 bilhão, registrando um crescimento de 51,47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os setores, a indústria de transformação lidera o crescimento, com aumento de 16,36% no valor das exportações e 2,48% no volume exportado. Em contrapartida, a agropecuária apresentou uma queda de 16,01% no volume exportado, enquanto a indústria extrativa registrou uma redução de 9,66% na receita.

Destaque Regional

No recorte regional, o município de Três Lagoas se destaca, com 24,36% de participação nos valores exportados, representando um aumento de 42,8% em relação ao ano passado. O município de Iguatemi também teve destaque, com variação positiva de 28,3% no mesmo período.

Importações e Destino das Exportações

No acumulado do ano, as importações somaram US$ 1,868 bilhões, uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior. O gás natural foi o principal item importado, representando 41,70% das compras externas, seguido por adubos (11,48%) e cobre (7,16%).

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A China continua sendo o principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, absorvendo 48,36% do valor total exportado. Outros destaques incluem os Emirados Árabes Unidos, com crescimento de 138,6%, e a Turquia, com aumento expressivo de 258,4% em comparação ao mesmo período de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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