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COMÉRCIO EXTERIOR: Com 5,3 milhões de toneladas, portos do PR registram novo recorde de movimentação em fevereiro

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A Portos do Paraná, empresa pública do Governo do Paraná, bateu um novo recorde de movimentação em fevereiro de 2024. Circularam nos portos de Antonina e Paranaguá 5.350.437 toneladas, melhor número da história para o segundo mês do ano. O registro supera fevereiro de 2022 (5.075.118 toneladas) em 5%. O aumento em relação a fevereiro do ano passado foi de 8% (4.578.808 toneladas).

Soja e açúcar – Na exportação (3.146.193 toneladas), as cargas de soja e açúcar tiveram a maior movimentação no mês. O grão de soja apresentou um crescimento de 172% em comparação a 2023, passando de 453.595 toneladas para 1.235.113 toneladas. Já o açúcar foi de 222.452 toneladas em fevereiro de 2023 para 496.978 toneladas este ano, representando um aumento de 123%. Outros destaques foram derivados de petróleo e trigo.

Fertilizantes – No sentido importação (2.204.244 toneladas), os fertilizantes tiveram o maior volume movimentado, também com crescimento entre os dois meses: de 803.594 toneladas em 2023 para 924.712 este ano, representando aumento de 15%. A Portos do Paraná é a principal porta de entrada do insumo no País, representando 31,6% da movimentação nacional. Também houve expansão na compra de óleos vegetais (de 34.783 toneladas para 50.191 toneladas), sal (de 16.188 toneladas para 19.562 toneladas) e trigo (de 58.306 toneladas para 74.896 toneladas).

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Primeiro bimestre – Outro destaque é de movimentação do primeiro bimestre de 2024. Nos meses de janeiro e fevereiro houve um crescimento de 19% na movimentação geral. Foram 10,4 milhões de toneladas este ano contra 8,7 milhões de toneladas em 2023. “A nossa expectativa é de que a movimentação de cargas siga em ritmo elevado no primeiro semestre”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Boa sequência – Em janeiro, a empresa pública movimentou 5.064.683 toneladas, volume 20% maior em comparação ao recorde anterior registrado em janeiro do ano passado (4.207.257). Outro recorde foi registrado em 2023, com movimentação anual de 65 milhões de toneladas, número que estava programado para ser alcançado apenas em 2040. Atualmente o maior volume que sai dos portos paranaenses tem como destino a China.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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