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Médicos e enfermeiros de Cuiabá recebem treinamento para reforçar combate ao sarampo

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Atenção Primária e da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica de Cuiabá promove nesta quinta-feira (28), no Hotel Fazenda Mato Grosso, uma capacitação voltada a médicos e enfermeiros da rede municipal de saúde. A ação visa orientar os profissionais para o manejo clínico eficaz de casos suspeitos de sarampo e fortalecer as estratégias de vigilância epidemiológica na Capital.

O evento foi solicitado pela Atenção Primária, e conta com o apoio técnico da SES-MT. Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Dalila Barden, a capacitação é fundamental diante do cenário atual de alerta para o risco de reintrodução do sarampo no Brasil.

“Essa capacitação foi um pedido da SMS de Cuiabá, que solicitou o apoio do Estado para reforçar a formação dos profissionais em relação ao sarampo. Hoje temos aqui médicos e enfermeiros da Atenção Primária, Secundária e Terciária. O objetivo é revisar informações sobre a doença, os sintomas, além de atualizar os dados epidemiológicos mais recentes, como estratégia de prevenção. Estamos em alerta pela iminência da doença, já que países vizinhos como Bolívia e Paraguai registram casos confirmados”, explicou Dalila.

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O curso é realizado em duas turmas, pela manhã e à tarde, com o mesmo conteúdo, para garantir a participação de maior número de profissionais. A coordenadora reforça que, apesar do alerta, Cuiabá e Mato Grosso não têm casos confirmados da doença em 2025.

“Não temos nenhum caso confirmado em Cuiabá e nem em Mato Grosso até o momento. Mas o risco é real, pois há surto ativo na Bolívia, que já confirmou 274 casos somente este ano, inclusive em regiões de fronteira com Mato Grosso. Por isso precisamos estar preparados para identificar rapidamente qualquer suspeita e agir com agilidade”, destacou.

Embora Cuiabá não tenha registrado nenhum caso confirmado em 2025, a baixa cobertura vacinal preocupa. Atualmente, a 1ª dose da vacina para crianças de 1 ano alcança 80,27%, enquanto a 2ª dose para crianças de 1 a 3 anos está em 56,07%, índices abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde (95%).

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por via aérea, que pode ser prevenida com a vacina. Em toda a capital, a imunização está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Medidas de prevenção
• Quem não está vacinado deve procurar a UBS mais próxima e atualizar a imunização.
• Pessoas com sintomas como febre, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite devem buscar atendimento médico imediato e evitar contato com outras pessoas.
• Quem tiver contato com turistas, familiares de outras regiões ou for viajar para áreas com casos suspeitos ou confirmados deve se vacinar com pelo menos 15 dias de antecedência.

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A secretária adjunta de Atenção Primária de Cuiabá, Catarina Célia de Araújo Amorim, ressaltou a importância da preparação dos profissionais de saúde diante do cenário de alerta.

“Mesmo sem casos confirmados em Cuiabá, precisamos estar preparados. Essa capacitação é uma medida de prevenção, para que possamos identificar e manejar rapidamente possíveis casos, caso o sarampo chegue ao país. É um trabalho de antecipação, que fortalece toda a rede de saúde e protege a população cuiabana”, destacou.

#PraCegoVer

A imagem mostra a mão de uma servidora segurando uma pasta que ilustra o evento. Além da logomarca, a pasta é marrom e possui uma caneta fixada no topo. Ao fundo, é possível ver um auditório repleto de pessoas sentadas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Arroz e feijão chegam ao fim de agosto com oferta menor e preços firmes

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A dupla mais tradicional da mesa brasileira chega ao fim de agosto com um mercado mais apertado. O arroz acumula valorização superior a 16% em um mês, enquanto o feijão mantém preços firmes diante da menor disponibilidade de lotes de boa qualidade. Por enquanto, não há indicação de falta dos dois alimentos, mas a redução da produção nacional limita a oferta e aumenta a importância do comportamento de produtores, indústrias e consumidores nas próximas semanas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá cerca de 11,1 milhões de toneladas de arroz na safra 2025/26, após redução de 14% na área plantada. Para o feijão, considerando as três safras cultivadas ao longo do ano, a produção deve ficar próxima de 3 milhões de toneladas, queda de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a redução, os volumes são considerados suficientes para atender o mercado interno. O ponto de atenção está menos no risco de desabastecimento e mais na quantidade de produto efetivamente disponível para negociação e nos preços necessários para que produtores aceitem vender seus estoques.

No arroz, esse movimento já aparece com maior intensidade. O produto em casca no Rio Grande do Sul encerrou quinta-feira (27) cotado a R$ 79,35 por saca de 50 quilos, segundo o Indicador Safras. A alta foi de 1,98% em uma semana e chegou a 16,15% em um mês. Na comparação anual, o avanço é de 15,26%.

A recuperação devolveu parte da remuneração perdida pelos produtores, mas começa a encontrar resistência na outra ponta da cadeia. Depois de um período de compras mais intensas, as indústrias beneficiadoras recompuseram estoques e passaram a negociar com menor urgência.

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O varejo também resiste ao repasse integral das altas ao consumidor. Esse comportamento pode funcionar como um freio para novas valorizações: se supermercados não conseguirem elevar os preços na mesma proporção, a indústria terá menor espaço para pagar mais pela matéria-prima.

Ao mesmo tempo, produtores continuam retendo parte do arroz à espera de melhores preços. Isso significa que existe produto, mas nem todo o estoque está sendo colocado à venda nas condições atuais. A disputa entre a necessidade de compra da indústria e a disposição do produtor para comercializar será determinante para saber se a saca conseguirá permanecer próxima ou acima dos R$ 80.

No feijão, a situação é diferente. A oferta também está limitada, mas os compradores demonstram menos disposição para elevar suas propostas.

O feijão-carioca começou a semana com negociações mais aquecidas, porém perdeu liquidez depois que os empacotadores reforçaram seus estoques. Com menor necessidade imediata de reposição, as empresas passaram a selecionar melhor os lotes e evitar compras antecipadas.

A menor disponibilidade impede, entretanto, uma queda generalizada das cotações. Produtores que possuem feijão de melhor qualidade continuam firmes nas pedidas, principalmente quando não enfrentam necessidade imediata de caixa.

A qualidade passou, inclusive, a aumentar a diferença entre os preços. Em Itapeva (SP), uma das principais referências do mercado, lotes de feijão-carioca de melhor padrão chegaram ao fim da semana cotados a R$ 332,73 por saca. Para produtos classificados entre notas 8 e 8,5, a referência ficou em R$ 309,53.

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Em outras regiões produtoras, as cotações ficaram próximas de R$ 306,67 por saca em Barreiras (BA) e de R$ 305,60 no Sul e Sudoeste de Minas Gerais.

O feijão-preto apresenta um mercado ainda mais acomodado. A entressafra ajuda a sustentar as cotações, mas as vendas permanecem reduzidas. As referências variam de pouco mais de R$ 210 a cerca de R$ 255 por saca, dependendo da região, qualidade e disponibilidade.

Para o produtor de feijão, a próxima rodada de compras dos empacotadores será decisiva. Se várias empresas precisarem recompor estoques simultaneamente enquanto a oferta de produto de boa qualidade continuar curta, haverá espaço para novas altas. Se os compradores permanecerem abastecidos, os preços tendem a continuar sustentados, mas sem grande avanço.

Arroz e feijão chegam, portanto, ao mesmo ponto por caminhos diferentes. No arroz, a valorização já ocorreu e agora encontra resistência da indústria e do varejo. No feijão, a oferta curta sustenta as cotações, mas ainda falta demanda para desencadear uma nova rodada de altas.

Para quem produz, o cenário melhora a capacidade de negociação depois de períodos de preços pressionados. Para quem compra, o sinal é de cautela. E para o consumidor, a evolução do prato mais tradicional do País dependerá de quanto dessa disputa entre produtores, indústrias e varejo chegará às prateleiras nas próximas semanas.

Fonte: Pensar Agro

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