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Comercialização Lenta de Soja e Milho Impacta Fretes, Aponta Boletim Logístico

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O ritmo lento na comercialização de soja e milho neste ano tem exercido uma influência significativa sobre os preços dos fretes no Brasil. De acordo com o Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os valores dos serviços de transporte de produtos agropecuários estão, na maioria das regiões, abaixo dos praticados no mesmo período do ano passado.

Na Bahia, a combinação de uma demanda enfraquecida e uma alta oferta de prestadores de serviço tem pressionado os preços para baixo. No Distrito Federal, a estabilidade dos preços do óleo diesel nos últimos meses, junto com a lenta comercialização da safra de soja devido aos preços internacionais baixos, também contribuiu para a redução dos fretes.

Em Goiás, apesar da finalização da colheita nas regiões produtoras, a demanda por fretes permaneceu baixa, com muitos produtores vendendo apenas pequenas quantidades para cumprir compromissos financeiros, enquanto a maior parte da produção é estocada. No Maranhão, atrasos na colheita devido ao excesso de chuvas resultaram em uma comercialização e escoamento da produção de soja abaixo do esperado.

Sinais de Reversão em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os preços dos fretes também estão menores do que no ano passado, mas há sinais de uma possível reversão dessa tendência nos próximos meses. Em Mato Grosso, a oferta de caminhões já diminuiu em abril, em parte devido à migração de transportadores para outros estados com maior demanda. Além disso, a proximidade do início da colheita de milho tem criado a necessidade de liberar espaço nos armazéns, o que está começando a elevar os preços dos fretes rodoviários. Em Mato Grosso do Sul, embora as cotações ainda indiquem uma tendência de baixa, há um ligeiro aumento na movimentação de cargas.

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Variação Regional nos Preços dos Fretes

No Piauí, a Conab registrou uma leve redução nos valores dos fretes, apesar de um aumento significativo na demanda. Em São Paulo, os preços dos fretes apresentaram pouca variação, com algumas regiões registrando quedas. No Paraná, o comportamento dos preços variou conforme a região analisada. Minas Gerais foi a exceção, apresentando um aumento nos preços dos fretes em abril deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, impulsionado por um aumento de 4,4% nas exportações do agronegócio no primeiro trimestre de 2024, com destaque para os embarques de café e açúcar.

Exportações e Movimentação de Cargas

Apesar da comercialização lenta, as exportações de soja em abril atingiram 14,70 milhões de toneladas, um aumento de 16,3% em relação ao mês anterior, tornando-se a terceira maior quantidade exportada em um mês na série histórica. A China foi o principal importador, adquirindo quase dez milhões de toneladas. A maior parte da soja foi embarcada pelos portos do Arco Norte, que superaram Santos em movimentação.

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As exportações de milho, por outro lado, foram de 0,07 milhão de toneladas em abril, uma queda em comparação com os 0,43 milhão de toneladas do mês anterior e os 0,47 milhão de toneladas do mesmo período de 2023. O Arco Norte também foi o principal eixo de escoamento para o milho.

O Boletim Logístico, publicado mensalmente, coleta dados de dez estados produtores, oferecendo análises dos aspectos logísticos do setor agropecuário, posições de exportação, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra. A edição completa do Boletim Logístico de Maio de 2024 está disponível no site da Conab.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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