AGRONEGÓCIO

Com US$ 11,72 bilhões em exportações, agronegócio brasileiro bate recorde em janeiro 2024

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No mês de janeiro deste ano, as exportações de produtos do agronegócio do Brasil alcançaram um marco histórico, atingindo a impressionante marca de US$ 11,72 bilhões. Esse valor representa um expressivo crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o total exportado foi de US$ 10,21 bilhões. Romário Alves, CEO e Fundador da Sonhagro, analisou esse feito, ressaltando a relevância do agronegócio no país: “Esse recorde evidencia a resiliência e o potencial do setor agrícola brasileiro, que continua a se destacar mesmo diante de desafios.”

De acordo com informações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), o crescimento recorde nessas exportações se deve principalmente ao aumento no volume exportado, especialmente de grãos e açúcar. Houve um aumento de 19,7% no volume exportado de grãos, enquanto o açúcar registrou um notável crescimento de 58,1%.

O destaque vai para as exportações de soja em grãos, que alcançaram um valor recorde de US$ 2,50 bilhões em janeiro de 2024. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo no volume exportado, que aumentou em impressionantes 240,0% em comparação com o ano anterior. A China se destacou como o principal destino, absorvendo 69% do valor exportado, totalizando US$ 1,00 bilhão.

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O setor sucroalcooleiro também apresentou um desempenho notável, com um acréscimo nas exportações de US$ 1,84 bilhão, o que representa um incremento de 69,9% em comparação com o ano anterior. O Brasil conseguiu exportar um volume histórico de 3,2 milhões de toneladas de açúcar, resultando em um recorde de US$ 1,69 bilhão em vendas externas. A Índia se destacou como o principal comprador, importando um total de US$ 157,24 milhões.

Durante os últimos 12 meses, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram a marca de US$ 168 bilhões, apresentando um aumento de 4,8% comparado ao período anterior. Soja em grãos e carnes se destacaram como os principais impulsionadores desse bom desempenho, evidenciando a ampla importância do setor para a economia nacional.

O Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais no mercado agrícola, demostrando resiliência e adaptabilidade diante de desafios econômicos e climáticos. Com projeções promissoras para o futuro, o agronegócio mantém-se como um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável do país.

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Fonte: Lucky Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais

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O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.

O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.

Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.

Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.

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O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.

Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.

No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.

No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.

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A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.

Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.

A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

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