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Soja em Chicago sofre queda expressiva e impacto no mercado brasileiro é iminente

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O mercado brasileiro de soja tende a registrar mais um dia de perdas predominantes, acompanhando a tendência observada na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O contrato de soja para janeiro de 2025 em Chicago opera com uma queda de cerca de 1%, influenciado pela expectativa de uma safra abundante na América do Sul. Embora o dólar esteja firme, oferecendo um certo alicerce aos preços no Brasil, a retração no mercado internacional deve impactar as cotações locais, com negócios ocorrendo apenas em volumes pontuais.

Nesta terça-feira, os preços da soja no Brasil apresentaram queda. Em algumas praças, as cotações se mantiveram estáveis, com registros de transações, porém em volumes reduzidos, principalmente nos portos. As cotações começam a refletir o ajuste para a safra nova, com várias indicações nominais sendo observadas.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos permaneceu em R$ 132,00. Na região das Missões, a cotação também se manteve em R$ 133,00 por saca, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço foi estabilizado em R$ 140,00. No Paraná, em Cascavel, a saca desvalorizou de R$ 135,00 para R$ 133,00. No Porto de Paranaguá (PR), o preço da soja caiu de R$ 141,00 para R$ 137,00.

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Em Rondonópolis (MT), a cotação caiu de R$ 130,00 para R$ 126,00 por saca, e em Dourados (MS), o preço foi ajustado de R$ 135,00 para R$ 132,00. Já em Rio Verde (GO), a saca de soja diminuiu de R$ 131,00 para R$ 127,00.

Mercado Internacional: Pressões continuam sobre a soja

A Bolsa de Mercadorias de Chicago continua com queda de 1,07% para o contrato de janeiro/25 da soja, que foi cotado a US$ 9,66 1/4 por bushel. A oleaginosa segue pressionada pela perspectiva de uma safra positiva na América do Sul, o que torna a soja sul-americana mais competitiva no mercado global, prejudicando as exportações dos Estados Unidos. A retração nos preços também é reflexo da demanda mais baixa da China pela soja norte-americana.

Câmbio e Perspectivas Financeiras

O dólar comercial registrou uma alta de 0,44%, cotado a R$ 6,1228. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana, subiu 0,02%, alcançando 106,680 pontos.

Nas bolsas internacionais, os índices asiáticos apresentaram resultados mistos, com Xangai subindo 0,62% e o Japão registrando queda de 0,72%. Na Europa, os mercados operam de forma mista: Paris subiu 0,05%, Frankfurt caiu 0,01% e Londres teve alta de 0,10%. O petróleo também segue em alta, com o barril do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 70,69, representando uma valorização de 0,87%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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