AGRONEGÓCIO
Com instabilidade climática em todo o Brasil, produtores precisam pensar na gestão da água
Publicado em
22 de novembro de 2023por
Da RedaçãoEntre todos os fatores que preocuparam os produtores rurais ao longo desse ano, sem dúvidas o principal deles foi a instabilidade climática. Enquanto os estados no Sul do país registraram recordes de chuvas, agricultores do Norte e Nordeste amargam uma das secas mais severas das últimas décadas. As regiões mais afetadas foram: Amazonas, Acre, Roraima, Amapá, Rondônia e Pará. Parte do Tocantins também sofre efeitos da seca, assim como áreas do Piauí e Bahia.
A falta de chuvas já causa grande impacto econômico afetará a agricultura e pecuária nos próximos anos, não só nestas localidades, mas, também em todo o Brasil, o que mostra que é preciso buscarmos alternativas. Com a natureza não há como medir forças, mas um bom planejamento pode ajudar a classe produtora a contornar todos estes problemas.
Entre as principais alternativas aos produtores está a gestão da irrigação, afinal, excesso ou escassez de água certamente irá impactar no desenvolvimento da lavoura. Portanto, porque não reservar a água dos períodos chuvosos e utilizá-las nos momentos de seca por meio da irrigação com pivôs? Em um projeto de irrigação, pensar na armazenagem da água é muito importante, principalmente em regiões onde o manancial ou o lençol freático possuam alguma limitação ou também em situações onde o rio no qual será feita a captação é mais suscetível a estiagem ou a seca. Nessas condições aparece a necessidade do reservatório. Independentemente de estar irrigando ou não, ele servirá como um “pulmão” para a irrigação.
Trazendo para a realidade do dia a dia, pensamos nesse reservatório como a caixa d’água de uma residência. Rotineiramente a casa é abastecida a todo momento pelas empresas responsáveis, contudo, caso haja problema nesse fornecimento por muitas horas as pessoas não são afetadas, pois há essa reserva. O mesmo pode ocorrer em cidades onde já há racionamento do recurso. “No projeto de irrigação, o reservatório se bem dimensionado, terá essa importante função”, diz o engenheiro agrônomo Rodrigo Bernardi, especialista em produtos na Lindsay América Latina, empresa representada pelas marcas Zimmatic™ e FieldNET™.
A definição do tamanho ideal para dimensionar o reservatório vai variar de caso a caso, e é esta a função do projetista, calcular o volume útil necessário do reservatório para que o produtor tenha segurança para enfrentar períodos sem reabastecimento, bem como a sua operação. Na hora de calcular o volume do reservatório o especialista deve levar em consideração uma série de fatores, assim como a necessidade hídrica da cultura, a evapotranspiração, condições climáticas da região, volume outorgado, entre outros fatores. Por isso, é necessário um profissional experiente com conhecimento para que o projeto seja bem-feito.
Ainda, é fundamental que os produtores tenham atenção com a outorga do uso da água. “O agricultor que deseja fazer um projeto de irrigação, deve procurar uma revenda especializada que vai projetar os pivôs e vai determinar qual a vazão que ele precisa, assim como o volume de água adequado que este reservatório vai armazenar. A Lindsay, por exemplo, tem parceiros no Brasil inteiro. É uma segurança a mais de fornecimento do recurso para os cultivos. Pouco adianta o produtor ter um pivô e não ter água”, diz Bernardi.
Uso sustentável da água
Outra forma de fazer uma boa gestão da água armazenada para que a mesma seja suficiente para atravessar os períodos de seca é por meio da tecnologia, ou seja, usar o recurso na quantidade necessária no local correto. Isso é possível com soluções como o FieldNET. A tecnologia de gerenciamento remoto da Lindsay possibilita monitorar a irrigação em qualquer marca de pivô, aumentando a produtividade e otimizando o uso dos recursos naturais, além de ajudar na economia de energia.
A partir de um acesso remoto, seja por smartphone ou tablet, a ferramenta permite a criação de planos de irrigação de taxa variável, que permite por ângulo aplicar diferentes lâminas, cria relatórios de uso, monitora o desempenho do pivô e os ganhos em toda a operação. Ele ainda passa atualizações e alertas em tempo real do funcionamento do equipamento.
Segundo Bernardi, com a ferramenta o produtor consegue programar os horários de funcionamento do equipamento. Assim, o pivô vai desligar e religar automaticamente fugindo dos horários onde a cobrança de energia é mais cara. Outra vantagem é que ao fazer uma programação ele vai saber quanto tempo o pivô vai levar para fazer a operação e o sistema fornece isso de forma automática, resultando em um planejamento muito melhor da operação.
Acerto nas decisões
Para facilitar o manejo de irrigação dos produtores ajudando nas tomadas de decisões mais assertivas, o FieldNET Advisor é outra importante solução. A ferramenta foi desenvolvida para simplificar as informações oferece as recomendações de quando, onde e quanto irrigar. Sua vantagem é ser totalmente integrada ao FieldNET, em situações como a atual de crise hídrica ou oferta restrita de água, vai contribuir em dois momentos.
O primeiro fornece a recomendação correta, ou seja, vai aplicar realmente a quantidade de água necessária, sem desperdícios, mantendo a umidade do solo necessária para a planta. Outra possibilidade é programar a ferramenta para operar com uma limitação de oferta, assim o sistema automaticamente vai escolher quais são os melhores momentos para fazer a irrigação para que a cultura não entre em estresse nos momentos mais sensíveis.
Para isso, a tecnologia do sistema, automaticamente vai calcular e dividir o quanto há de água disponível ao longo da safra para fazer as irrigações nos momentos mais críticos. “Em casos de baixa oferta, o sistema já recomenda a irrigação quando realmente torna-se necessário. Assim, haverá a garantia que haverá água suficiente para a lavouras nos momentos mais importantes como florescimento e enchimento de grãos, por exemplo”, destaca o especialista. “Contudo é importante ressaltar que o foco da tecnologia não é apenas reduzir o consumo de água e sim otimizar sua utilização pensando em aumentar o número de sacas por milímetros irrigados, produzindo mais utilizando o recurso necessário”, finaliza.
Fonte: Ruralpress
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Estudo aponta que revisão das regras pode reduzir piso do frete de grãos em até 11%
Published
7 horas agoon
27 de agosto de 2026By
Da Redação
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ampliou a pressão por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário após um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontar que a metodologia atual pode superestimar os custos do transporte. No caso dos grãos, alterações em apenas um dos parâmetros poderiam reduzir os valores calculados entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância e da configuração do caminhão.
A discussão ocorre poucas semanas depois da sanção da Lei 15.485/2026, que modificou as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A bancada ruralista participou das negociações no Congresso para construir um texto que preservasse a remuneração dos caminhoneiros sem impor custos considerados excessivos aos produtores e demais contratantes de frete.
Parte desse acordo, porém, foi vetada na sanção presidencial. Os vetos ainda aguardam análise do Congresso. Paralelamente, entidades do setor produtivo apresentaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 15 sugestões para a regulamentação das novas regras.
A principal reivindicação é que o piso reflita com maior precisão o custo efetivamente necessário para realizar cada operação. A própria legislação sancionada determina que a metodologia seja técnica, transparente e aderente aos custos operacionais do transporte.
O debate ganhou respaldo de um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Os pesquisadores identificaram pelo menos 17 pontos que poderiam ser aperfeiçoados na metodologia utilizada para calcular o piso.
Um dos principais questionamentos está na quantidade de horas mensais atribuídas à utilização do caminhão. O cálculo atual considera 181 horas por mês. O estudo propõe elevar a referência para 220 horas, mais próxima da disponibilidade efetiva do veículo e do motorista.
A diferença é importante porque os custos fixos do caminhão são divididos pelo número de horas de operação. Quanto menor a utilização considerada na fórmula, maior tende a ser o custo atribuído a cada viagem.
Nas simulações realizadas pelos pesquisadores, a adoção de 220 horas reduziria em média 7,6% os pisos calculados. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, conforme o número de eixos e a distância percorrida.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre produtores e caminhoneiros, mas como uma correção necessária da forma de calcular o custo do transporte.
“Não interessa ao produtor rural ter um frete artificialmente barato que inviabilize o transportador. Caminhão parado também significa soja, milho, algodão e insumos parados. O que precisamos é de uma metodologia que remunere corretamente quem transporta, mas que seja baseada no custo real da operação. Se a fórmula parte de premissas que não correspondem à realidade, alguém acaba pagando uma conta maior do que deveria”, afirma Rezende.
Segundo Rezende, a diferença ganha importância porque o Brasil depende fortemente das rodovias para escoar a produção agrícola. “Uma diferença de 6%, 8% ou 10% no frete pode parecer pequena quando se olha apenas uma viagem. Quando isso é multiplicado por milhares de toneladas transportadas por centenas ou até mais de mil quilômetros, estamos falando de um impacto muito grande sobre a margem do produtor e sobre a competitividade do produto brasileiro”.
Rezende acrescenta que o custo logístico começa antes da venda da safra. “O caminhão não leva apenas o grão para o armazém, para o porto ou para a indústria. Ele também traz fertilizante, sementes, defensivos, máquinas e outros insumos até a propriedade. Uma metodologia distorcida pode pesar nas duas pontas: aumenta o custo para produzir e volta a pesar quando chega a hora de comercializar a safra”.
Outro parâmetro questionado pela pesquisa é a vida econômica utilizada para calcular depreciação e remuneração do capital investido no caminhão. A metodologia considera sete anos, enquanto dados da própria ANTT indicam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração que circulam no País.
Ao simular uma vida útil próxima de 16 anos e fazer outros ajustes relacionados a esse parâmetro, o estudo encontrou possibilidade de redução entre 6% e 10% no custo calculado para determinadas operações de transporte de grãos.
As propostas não se limitam a esses dois pontos. Os pesquisadores analisaram consumo de combustível, configuração e número de eixos dos veículos, retorno vazio, operações de maior produtividade e diferentes modalidades de contratação. A conclusão é que uma fórmula única pode não representar adequadamente a diversidade das operações realizadas nas rodovias brasileiras.
Entre as 15 contribuições apresentadas pelo setor produtivo à ANTT está justamente a adoção do custo operacional efetivo como referência. As entidades defendem que despesas que não representem desembolso necessário para a realização do transporte não sejam incorporadas artificialmente ao piso.
Outra discussão envolve o prazo para pagamento. A nova lei estabelece limite máximo de 30 dias úteis. O setor produtivo defende que a contagem comece na entrega da carga ao destino, evitando que parte do prazo seja consumida enquanto a mercadoria ainda está em trânsito.
A Lei 15.485 também tornou mais rígida a fiscalização. Toda operação de transporte rodoviário remunerado deverá ser registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme cronograma a ser estabelecido pela ANTT. A legislação prevê ainda multa de R$ 10,5 mil para determinadas infrações relacionadas à oferta ou contratação abaixo do piso e permite medidas contra reincidentes.
A FPA agora trabalha em duas frentes: tenta influenciar a regulamentação da ANTT para que a nova metodologia considere os custos efetivamente observados nas operações e articula no Congresso a análise dos vetos presidenciais.
Para o produtor rural, o resultado dessa discussão terá efeito direto sobre uma das principais despesas para colocar a safra no mercado. Em um País no qual boa parte dos grãos percorre centenas de quilômetros de caminhão entre a fazenda, os armazéns, as indústrias e os portos, alguns pontos percentuais no frete podem representar uma diferença relevante no resultado final da produção.
Fonte: Pensar Agro
Viih Tube e Eliezer revelam próximos destinos da lua de mel na Itália: ‘Partiu’
Várzea Grande amplia atendimento online para facilitar negociação de débitos pelo Refis
Programa “Mamães em Construção” realiza novas entregas de kits maternidade em Diamantino
PF prende três pessoas em flagrante e apreende medicamentos emagrecedores em Guaíra/PR
Eleição de comissão da MP da taxa das blusinhas é antecipada para sexta
CUIABÁ
MATO GROSSO
Teatro e prevenção mobilizam 5,6 mil alunos em duas etapas de projeto
A quarta e a quinta etapas do projeto “Prevenção Começa na Escola”, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato...
Blitz de Segurança Institucional termina com atividade na PGJ
A série de Blitzes de Segurança promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) durante o Mês da...
Com apoio do MPMT, Cabine Lilás é inaugurada em Cuiabá
A inauguração da Cabine Lilás, realizada nesta quarta-feira (26), no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em Cuiabá,...
POLÍCIA
PF prende três pessoas em flagrante e apreende medicamentos emagrecedores em Guaíra/PR
Guaíra/PR. Nessa quarta-feira (26/8), a Polícia Federal realizou operação de fiscalização na BR-163, que resultou na prisão em flagrante de...
PF investiga esquema de migração ilegal para o Canadá
Ipatinga/MG. Na manhã desta quinta-feira (27/8), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rota Boreal, onde um mandado de busca e...
PF apura subtração de equipamentos de informática de órgão público federal
Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (27/8), a Operação Ciclo Curto, com o objetivo de aprofundar investigação sobre a...
FAMOSOS
Viih Tube e Eliezer revelam próximos destinos da lua de mel na Itália: ‘Partiu’
Viih Tube, de 26 anos, e Eliezer, de 36, estão aproveitando a lua de mel pela Itália após oficializarem a...
Larissa Manoela retoma carreira musical após quatro anos: ‘Parte da minha história’
Larissa Manoela, de 25 anos, está de volta à música após quatro anos sem lançar um trabalho no segmento. A...
Os Farofeiros 3 ganha trailer e cartaz e anuncia viagem internacional: ‘Comédia’
Os Farofeiros 3, terceiro filme da franquia de comédia estrelada por Cacau Protásio, Maurício Manfrini, Danielle Winits e grande elenco,...
ESPORTES
Vasco vence o Vitória, com um jogador a menos e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil
O Vasco superou a desvantagem numérica e venceu o Vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira, em São Januário, no...
Palmeiras goleia o Santos por 3 a 0 e encaminha classificação à semifinal da Copa do Brasil
No dia em que completou 112 anos, o Palmeiras comemorou a data com uma vitória expressiva sobre o Santos. O...
Sinop vira palco do maior encontro do futebol amador com 16 equipes e R$ 50 mil em prêmios
Evento reúne 16 equipes, distribui R$ 50 mil em prêmios e promove ações de qualificação esportiva em Sinop
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT6 dias agoEmissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral
-
Política Nacional6 dias agoSenadores que não disputarão eleições e deixarão a Casa em 2027 são 13
-
Política Nacional6 dias agoJovem Senador 2026 termina com projetos aprovados e relatos emocionantes
-
Política Nacional6 dias agoPECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado



