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Colheita de café no Brasil avança e atinge 39% da safra 2026/27, com destaque para o conilon

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Colheita de café ganha tração, mas ainda abaixo da média histórica

A colheita de café no Brasil avançou na última semana e alcançou 39% da safra 2026/27 até o dia 17 de junho, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O resultado representa um avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Apesar da aceleração recente, o ritmo ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 43% da safra havia sido colhida, e também ligeiramente inferior à média dos últimos cinco anos (2021–2025), que é de 40%.

O desempenho da colheita segue sendo influenciado pelas condições climáticas no cinturão produtor, com destaque para o excesso de chuvas em áreas importantes de produção.

Conilon lidera avanço da colheita no campo

O café canéfora (conilon/robusta) segue puxando o ritmo dos trabalhos no campo. Até o momento, 59% da produção já foi colhida, impulsionada principalmente pelo avanço das operações no Espírito Santo, maior produtor nacional da variedade.

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O desempenho atual supera levemente o registrado no mesmo período de 2025 e também a média dos últimos cinco anos, ambos em 58%, indicando um ciclo mais adiantado para o conilon nesta safra.

Arábica segue atrasado com impacto das chuvas

Já a colheita do café arábica continua em ritmo mais lento, impactada pelo excesso de umidade em importantes regiões produtoras. O percentual colhido chega a 29% da produção até o momento.

O número está abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando o avanço era de 34%, e também inferior à média histórica de cinco anos, estimada em 30%.

O atraso no arábica pode impactar o fluxo de oferta no curto prazo, especialmente em regiões de maior altitude, onde a maturação tende a ser mais gradual.

Exportações de café seguem em alta em junho

No comércio exterior, as exportações brasileiras de café em grão seguem firmes no início de junho de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 1.266.572 sacas de 60 kg em nove dias úteis do mês.

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A média diária é de 140.730 sacas, com receita total de US$ 428,486 milhões, o que representa uma média diária de US$ 47,609 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 338,30.

Na comparação anual, a receita média diária cresceu 1,9% frente a junho de 2025. O volume embarcado avançou 26,2%, enquanto o preço médio recuou 19,2% no mesmo período.

Perspectivas para o setor cafeeiro

O avanço da colheita de conilon e o atraso do arábica devem manter a oferta segmentada nas próximas semanas, com impactos distintos sobre preços e logística. O mercado segue atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras e ao ritmo das exportações, que continuam sendo um dos principais sustentadores da demanda pelo café brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho recua no Brasil com avanço da safrinha e demanda fraca; exportações seguem em ritmo positivo em junho

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com viés de baixa nas cotações, refletindo um ambiente de demanda mais cautelosa e expectativas de aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra (safrinha). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os compradores seguem atuando de forma pontual, priorizando aquisições imediatas e aguardando maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

O cenário combina pressão de preços no mercado interno com fundamentos externos relativamente mais estáveis, ainda que sem força suficiente para sustentar altas no curto prazo.

Demanda interna segue lenta e compradores aguardam safra avançar

A movimentação no mercado físico do milho segue limitada, com consumidores adotando postura mais defensiva. As negociações são pontuais e o foco está na expectativa de entrada mais expressiva da safrinha no mercado ao longo das próximas semanas.

Apesar da colheita ainda estar em fase inicial em grande parte das regiões produtoras, produtores já começam a aumentar a oferta disponível, ajustando preços diante da necessidade de escoamento da produção.

Esse movimento de maior flexibilidade nas pedidas reforça o viés de baixa no curto prazo, em um ambiente de liquidez reduzida e compradores aguardando melhores oportunidades.

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Paridade de exportação perde força com Chicago fraca e dólar estável

No mercado externo, a paridade de exportação teve pouca variação ao longo da semana. O dólar apresentou movimentos moderados, enquanto a Bolsa de Chicago permaneceu próxima das mínimas recentes, pressionada pelo bom desenvolvimento das lavouras de milho nos Estados Unidos.

Esse cenário reduziu o suporte para os preços internos, limitando qualquer reação mais consistente no mercado físico brasileiro.

Milho recua no Brasil e preços variam entre regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 60,08 no dia 18 de junho, queda de 1,71% frente aos R$ 61,12 registrados na semana anterior.

Entre as principais praças acompanhadas, os preços foram os seguintes:

  • Cascavel (PR): R$ 58,00/saca (-3,33%)
  • Campinas (SP – CIF): R$ 65,00/saca (estável)
  • Mogiana (SP): R$ 60,00/saca (estável)
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00/saca (estável)
  • Erechim (RS): R$ 68,00/saca (-1,45%)
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00/saca (estável)
  • Rio Verde (GO): R$ 56,00/saca (-3,45%)

O comportamento regional reforça um mercado heterogêneo, com pressão mais intensa em áreas próximas à colheita e maior estabilidade em polos consumidores.

Exportações de milho crescem em volume e receita em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações brasileiras de milho seguem em crescimento no início de junho.

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Até o momento (9 dias úteis), os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam:

  • Receita total: US$ 61,626 milhões
  • Média diária: US$ 6,847 milhões
  • Volume exportado: 265,162 mil toneladas
  • Média diária: 29,462 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 232,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 46,9% na receita média diária
  • Crescimento de 59,5% no volume exportado
  • Queda de 7,9% no preço médio por tonelada

O desempenho indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, ainda que com preços médios mais pressionados.

Mercado do milho entra em fase decisiva com avanço da safrinha

Com a colheita da safrinha ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado de milho no Brasil tende a permanecer sob pressão no curto prazo. A combinação entre maior oferta, demanda interna contida e fundamentos externos mais fracos sustenta o viés de baixa, enquanto o desempenho das exportações segue como principal fator de equilíbrio para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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