AGRONEGÓCIO

CNA propõe zerar taxa sobre frete marítimo para conter alta dos fertilizantes no Brasil

Publicado em

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encaminhou ao Ministério da Fazenda um pedido para adoção de medida emergencial com o objetivo de reduzir os custos de importação de fertilizantes no país. A proposta prevê a concessão de desconto de 100% nas alíquotas do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), tributo que incide sobre o transporte aquaviário.

Proposta busca mitigar alta dos fertilizantes

Em ofício enviado na terça-feira (17) ao ministro Fernando Haddad, o presidente da CNA, João Martins, destacou que a medida é necessária diante da forte elevação nos preços dos fertilizantes nitrogenados importados.

Entre os insumos mais impactados está a ureia, que registrou aumento de aproximadamente 35%, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O encarecimento desses produtos tem reflexos diretos sobre os custos da produção agrícola no Brasil.

AFRMM eleva custos logísticos no país

Atualmente, o AFRMM possui alíquotas de 8% para navegação de longo curso, cabotagem, fluvial e lacustre no transporte de cargas em todo o território nacional. Já para graneis líquidos destinados às regiões Norte e Nordeste, a alíquota chega a 40%.

Leia Também:  Soja fecha abril com preços estáveis e cenário indefinido para maio

Segundo a CNA, essa estrutura tributária gera impactos relevantes sobre os custos logísticos, especialmente na importação de fertilizantes — insumos essenciais para a produção agropecuária.

Dependência externa agrava cenário

O Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, o que amplia a exposição do setor agrícola às oscilações do mercado internacional e aos custos logísticos.

De acordo com a entidade, uma parcela significativa da arrecadação do AFRMM está relacionada justamente à importação desses insumos, que entram majoritariamente pelos portos das regiões Sul e Sudeste.

Impacto pode chegar aos preços dos alimentos

A CNA alerta que a alta dos fertilizantes tende a pressionar ainda mais os custos de produção no campo. Esse movimento, por sua vez, pode ser repassado ao consumidor final, elevando os preços dos alimentos no país.

Medida é considerada estratégica e emergencial

Na avaliação da entidade, a redução temporária das alíquotas do AFRMM tem caráter estratégico para conter os efeitos de choques externos sobre a economia brasileira.

A CNA ressalta que o agronegócio é um dos principais pilares da economia nacional, com forte participação no Produto Interno Bruto (PIB), nas exportações e na geração de emprego e renda. Nesse contexto, a adoção da medida é vista como fundamental para preservar a competitividade do setor e reduzir pressões inflacionárias.

Leia Também:  Água: Um Desafio Global para a Agricultura Moderna

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade

Published

on

A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.

De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.

Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas

Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.

Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.

Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.

Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate

Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:

  • Maior eficiência na absorção de nutrientes;
  • Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
  • Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
  • Correção rápida de deficiências nutricionais;
  • Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
  • Frutos com melhor padrão de qualidade;
  • Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
Leia Também:  Produtor com quebra de safra pode renegociar seu crédito rural
Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta

Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.

O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.

Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.

Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais

Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.

No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.

Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.

Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato

Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.

Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.

Leia Também:  Soja fecha abril com preços estáveis e cenário indefinido para maio

Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.

Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária

Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.

Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:

  • Nematoides;
  • Podridão radicular;
  • Podridão de caule;
  • Mofo branco;
  • Murcha de fusarium.

A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.

Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura

Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.

A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.

Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA