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CNA debate rastreabilidade e exportação de frutas

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A CNA promoveu, na terça (7), a reunião da Comissão Nacional de Fruticultura em conjunto com a Câmara Setorial do Ministério da Agricultura (Mapa) para discutir temas como exportações e rastreabilidade.

O encontro aconteceu durante o 28º Congresso Brasileiro da Fruticultura, em Pelotas (RS).

Na ocasião, a assessora técnica Letícia Fonseca e a consultora Luana Krieger apresentaram o projeto Agro.BR , voltado para a para internacionalização de pequenos e médios produtores.

Luana, que é a responsável pelo projeto na região Sul, destacou que a iniciativa busca diversificar a pauta exportadora e que frutas e derivados são setores prioritários do projeto.

Ela explicou ainda como o produtor pode fazer para participar da iniciativa e falou sobre as oportunidades de comercialização no mercado internacional como missões, rodadas de negócios, feiras, entre outros. “Essa é uma oportunidade de conexões para os produtores rurais fazerem negócios”.

Para a presidente da Comissão de Fruticultura da CNA, Lígia Falanghe Carvalho, o projeto, assim como as demais iniciativas do setor, são braços para dar apoio aos produtores, principalmente os pequenos, para conseguirem exportar.

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“O Agro.BR e a atuação das instituições são essenciais para a internacionalização de frutas e produtos diferenciados, além de auxiliar no entendimento dos caminhos para exportação e do mercado”.

A assessora técnica da comissão, Letícia Fonseca, abordou a rastreabilidade vegetal e mostrou materiais orientativos sobre o tema, entre eles, o Perguntas & Respostas sobre a Instrução Normativa Conjunta Anvisa e Mapa (INC 02/2018), que estabelece a aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana.

De acordo com Letícia, os materiais foram desenvolvidos como resultado da pesquisa ‘Estudo Rastreabilidade Vegetal’, feita pelas Comissões de Frutas e de Hortaliças e Flores da CNA ano passado para ouvir produtores rurais sobre rastreabilidade.

“Muitos produtores não fazem a rastreabilidade por falta de conhecimento ou de exigência do fornecedor. Por isso é importante fazer esse material chegar a todos os elos da cadeia produtiva e orientar que a rastreabilidade é obrigatória.”

O Perguntas & Respostas está disponível no portal da CNA, no link

A CNA, por meio do seu Instituto, também disponibiliza o programa AgriTrace Vegetal para auxiliar os produtores rurais a fazerem a rastreabilidade de frutas e hortaliças. Para saber mais, clique aqui.

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Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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