AGRONEGÓCIO

Exportações de frango atingem números positivos na terceira semana de abril

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As exportações de carne de frango e seus derivados, tanto frescos quanto congelados, tiveram um bom desempenho na terceira semana de abril, mostrando uma melhora em relação à semana anterior. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal nesta segunda-feira (22).

Até agora, as exportações de carne de frango atingiram um faturamento de US$ 562,3 milhões, representando 72,93% do total arrecadado em abril de 2023, que foi de US$ 771 milhões. Em termos de volume, as exportações alcançaram 309,5 mil toneladas, o que equivale a 75,88% do total registrado em abril do ano passado, quando foram exportadas 407,8 mil toneladas.

O faturamento por média diária até o momento foi de US$ 37,49 milhões, valor 12,5% menor do que o registrado em abril de 2023. No entanto, houve um aumento de 3,72% em relação à semana anterior, quando a média diária foi de US$ 36,14 milhões.

Em relação ao volume exportado por média diária, foram embarcadas 20.634 toneladas, uma queda de 8,9% em comparação com o mesmo mês de 2023. Ainda assim, houve um incremento de 4,26% em relação à semana anterior, que registrou uma média diária de 19.790 toneladas.

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O preço médio pago por tonelada, de US$ 1.816,68, é 3,9% inferior ao praticado em abril do ano passado. Se comparado à semana anterior, houve uma pequena queda de 0,52% em relação ao valor de US$ 1.826,26. Os dados indicam que, apesar de algumas oscilações, o setor de exportação de carne de frango apresenta sinais de recuperação e tendência de crescimento, especialmente no volume embarcado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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