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Livro Caixa Digital é obrigatório para produtores rurais com receita acima de R$ 4,8 milhões e deve estar alinhado à Declaração do IR

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Veja os principais pontos a seguir:

Declaração do IR deve conter informações do Livro Caixa Digital

O LCDPR deve ser utilizado como base para preencher corretamente a seção “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Físicas e do Exterior” da declaração. Por isso, é essencial que as informações dos dois documentos estejam completamente alinhadas, especialmente no que se refere à codificação dos imóveis rurais.

Códigos dos imóveis variam entre os documentos

A diretora administrativa da Lastro Agronegócios, Viviane Morales, alerta que os códigos utilizados para indicar o tipo de exploração dos imóveis rurais não são os mesmos nos dois sistemas da Receita Federal. Isso aumenta o risco de erros no preenchimento, podendo gerar inconsistências que levem o produtor à malha fina.

“É fundamental conferir os dois documentos para evitar um possível erro na informação desses códigos”, explica a advogada.

LCDPR é mais do que uma obrigação: é ferramenta de gestão

Segundo Morales, o Livro Caixa Digital deve ser mantido atualizado ao longo do ano, de forma planejada e estratégica, pois contribui diretamente para a gestão financeira e tributária da atividade rural.

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“Fazer o Livro Caixa Digital não é só alimentar um sistema com informações, é planejar as ações que serão realizadas ao longo do ano”, destaca.

Receita Federal estabelece novas classificações para pessoas físicas

A partir de 31 de dezembro de 2024, conforme a Portaria 505/24, a Receita Federal criou novas categorias para contribuintes pessoas físicas:

  • Pessoa Física Diferenciada: rendimento anual superior a R$ 15 milhões ou patrimônio acima de R$ 30 milhões.
  • Pessoa Física Especial: rendimento anual igual ou superior a R$ 100 milhões ou o mesmo valor em operações de renda variável.

A soma de bens para Pessoa Física Diferenciada pode chegar a R$ 200 milhões.

Patrimônio do produtor rural pode se enquadrar nas novas classificações

O diretor comercial da Lastro Agronegócios, Gustavo Venâncio, ressalta que o produtor rural precisa revisar os valores de propriedades e contratos, pois é comum que o patrimônio acumulado no setor ultrapasse os limites definidos pela Receita.

“É muito natural que o produtor rural alcance o valor estipulado pela Receita no que diz respeito ao patrimônio”, afirma Venâncio. Ele também reforça que as informações devem ser coerentes entre o LCDPR e a declaração do IR. “Caso contrário, o produtor rural correrá grandes riscos de cair na malha fina”, conclui.

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Para evitar inconsistências, multas e problemas com a Receita Federal, produtores rurais com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões devem ficar atentos à obrigatoriedade do Livro Caixa Digital, à correta codificação de imóveis e às novas classificações fiscais, mantendo todas as informações alinhadas na declaração do IR.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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