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Clima úmido favorece oídio e afeta cultivo de morango no Rio Grande do Sul

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Desenvolvimento do morango varia nas regiões do RS

O cultivo do morango no Rio Grande do Sul está em diferentes estágios, conforme o último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na quinta-feira (22). Apesar do bom desenvolvimento geral das lavouras, produtores enfrentam desafios, principalmente com o aumento da incidência de oídio, uma doença fúngica que demanda controle rigoroso.

Região de Caxias do Sul: floração e aumento do oídio

Em Caxias do Sul, o crescimento das plantas está dentro do esperado para a época. Algumas lavouras já apresentam nova florada. Porém, muitos produtores têm registrado um aumento significativo dos casos de oídio, o que requer reforço nas medidas fitossanitárias.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “a incidência do oídio nesta safra está mais elevada, por isso o controle deve ser intensificado.” O volume da colheita na região é considerado mediano, e os preços sofreram redução. A venda direta ao consumidor varia entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto os valores para intermediários, mercados e centrais de abastecimento (CEASAs) ficam entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo.

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Boas condições em Pelotas e capacitação para produtores

Em Pelotas, as lavouras mostram bom desenvolvimento, com as plantas mais adiantadas já em fase de frutificação, beneficiadas pelas condições climáticas recentes. A região também tem investido em capacitação técnica: no dia 13 de maio, o Grupo de Qualificação Técnica do Morango (GQT Morango) participou de uma ação em parceria com o Departamento de Olericultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Em Canguçu, ocorreu a segunda edição do curso sobre cultivo fora de solo, com nova turma prevista para julho, segundo a Emater.

Na comercialização, os preços do morango em Pelotas oscilam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo, enquanto em Rio Grande os valores variam de R$ 25,00 a R$ 40,00, especialmente em feiras livres. Morangos cultivados em canteiros com mudas mais antigas têm calibre menor.

Em Turuçu, continua a distribuição de mudas, com entrega recente da cultivar Fênix em 18 de maio, dentro do programa municipal de incentivo à produção.

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Situação em São Vicente do Sul, Santa Maria e Soledade

No município de São Vicente do Sul, região de Santa Maria, o plantio de mudas segue, com a maior parte dos insumos importados do Chile.

Já em Soledade, os morangos estão na fase de produção e floração, com destaque para as cultivares espanholas e a BRS Fênix, implantadas antecipadamente.

As condições de umidade favorecem o surgimento de doenças fúngicas, como o oídio, mas contribuem para a redução da incidência de ácaros. A oferta permanece dentro do esperado, e a qualidade do fruto é beneficiada pela maturação mais lenta.

Os preços na região têm variado entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.

O clima úmido no Rio Grande do Sul tem influenciado diretamente o cultivo de morango, estimulando a proliferação do oídio em várias regiões. Apesar dos desafios fitossanitários, a produção avança com boa floração e qualidade, enquanto ações de capacitação e programas de incentivo continuam apoiando os produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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