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Cenário desafiador em debate: Câmara Setorial do Trigo de São Paulo se reúne em evento híbrido

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Em um contexto marcado por desafios significativos para a cadeia do trigo, debater sobre os rumos atuais e futuros do setor se torna essencial para orientar o mercado brasileiro nos próximos meses. Com essa premissa, a Câmara Setorial do Trigo de São Paulo realizará sua segunda reunião deste ano em Capão Bonito, no dia 20 de junho, às 10h.

O evento, que será híbrido, oferecendo a possibilidade de participação presencial na Cooperativa Agrícola de Capão Bonito e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Sindustrigo, contará com apresentações de cooperativas, cerealistas e uma análise mercadológica conduzida por Douglas Araújo, representando a Aliança Agrícola do Cerrado.

Estimativas de Produção e Perspectivas Mercadológicas

O presidente da Câmara Setorial, Nelson Montagna, destaca que a reunião tem como objetivo principal a obtenção de estimativas de produção para 2024, além de incentivar o aumento da produção nacional e orientar os elos da cadeia para alcançar uma melhoria na qualidade do trigo, atendendo às demandas da indústria de moagem.

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Montagna também ressalta o cenário global, onde a colheita do trigo no Hemisfério Norte tem impactado os preços devido à pressão de venda. No entanto, ele enfatiza que o recente aumento nos preços internacionais, acompanhado pelo mercado interno, sugere um potencial positivo para a produção nacional.

Desafios da Produção Paulista

Em relação à produção de trigo em São Paulo, Montagna menciona os desafios enfrentados, como o longo período de seca, que retardou o plantio e afetou o desenvolvimento das áreas já cultivadas. Ele reconhece que esses obstáculos podem não favorecer os resultados do Estado neste ano, mas reitera o compromisso contínuo da Câmara em buscar o aumento da produção paulista do cereal.

A reunião da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo conta com o apoio da Capal Cooperativa Agroindustrial, do Sindustrigo, da Coordenação das Câmaras Setoriais e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Detalhes do Evento:

  • Data: 20 de junho (quinta-feira)
  • Horário: 10h às 12h
  • Local: Cooperativa Agrícola de Capão Bonito – Av. Plácido Batista da Silveira, 355, Centro, Capão Bonito (SP)
  • Transmissão Online: YouTube
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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