AGRONEGÓCIO

Cavalos bem suplementados têm melhor rendimento na lida com o gado, afirma especialista

Publicado em

Em sua última atualização, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou para um plantel de 5,8 milhões de equinos no Brasil. Desse total, estima-se que cerca de 4 milhões sejam animais de lida – que formam as tropas de serviço nas propriedades rurais. “Esse grande contingente está diretamente ligado às características naturais dos equinos, que têm agilidade, força e robustez para realização de atividades diárias bem desafiadoras na pecuária”, explica Evandro Oliveira, gerente de produtos para grandes animais da Vetoquinol Saúde Animal – companhia que celebra 90 anos de fundação em 2023.

A nutrição de qualidade está na base do trabalho com produtividade e consequente lucratividade. Júlia Izoldi, coordenadora técnico-comercial de equinos da Vetoquinol, explica que, “com os animais de serviço, a preocupação deve ser a mesma em termos de garantia do bem-estar por meio do fornecimento adicional de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde, como cálcio, fósforo, vitaminas e demais minerais essenciais”.

Leia Também:  Madrinha de projeto de equoterapia, primeira-dama de MT afirma que a inclusão abre portas

Aliada à dieta básica, a suplementação contribui para que os animais estejam sempre saudáveis para desempenhar suas funções com o máximo potencial. Em sistema de criação extensiva, principalmente, onde há grandes extensões de terra para a lida, são atribuições dos equinos tocar o gado e separar lotes, entre outras. Por longos períodos, os animais são exigidos fisicamente, o que pode comprometer o desempenho e gerar lesões.

Júlia explica que “os equinos têm exigências nutricionais diferentes dos bovinos. Porém, é comum destinar a mesma alimentação para ambos. Com isso, o cavalo pode ter deficiência nutricional, já que as pastagens não proporcionam o que ele necessita. Por isso, a escolha criteriosa do volumoso e do concentrado para a alimentação, além do complemento alimentar adequado, define a saúde da tropa”.

Atenta às necessidades da criação animal, a Vetoquinol desenvolveu Equistro® Mega Base. Suplemento mineral, vitamínico e aminoácido, Mega Base oferece cálcio, fósforo, vitaminas, minerais essenciais e oligoelementos com elevada biodisponibilidade, além de prebiótico. “Essa suplementação confere saúde aos animais que já têm alimentação balanceada, principalmente os cavalos alimentados com ração rica em cereais”, completa Evandro Oliveira.

Leia Também:  Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia Disputam Título de Melhor Cacau do Brasil

“Os cavalos têm necessidades específicas e Mega Base supre todas essas exigências, contribuindo para ter um animal pronto para as diversas atividades diárias no campo e aumentando a sua vida útil nas fazendas”, ressalta Júlia Izoldi.

Para saber mais sobre o Mega Base, acesse: https://www.equistro.com.br/products/equistror-mega-base#

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Agrodefesa capta mais de R$ 2,2 milhões em recursos federais para serem utilizados na prevenção e controle à gripe aviária

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Cerest Cuiabá: conheça a atuação do órgão e quando procurar seus serviços

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA