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Cerest Cuiabá: conheça a atuação do órgão e quando procurar seus serviços

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O Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador da Baixada Cuiabana (Cerest Cuiabá) é um serviço especializado voltado à promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, sejam eles do setor público ou privado, urbanos ou rurais, com ou sem carteira assinada. O órgão é vinculado à Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e faz parte da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENASTT).

A atuação do Cerest vai muito além do atendimento ambulatorial. O serviço desenvolve ações estratégicas de vigilância em saúde do trabalhador, em parceria com outros setores da rede pública, com foco na prevenção de doenças e agravos relacionados ao ambiente de trabalho. Está inserido na Rede de Atenção à Saúde (RAS) e articula-se com as demais vigilâncias do município, promovendo ações conjuntas de inspeção, orientação, capacitação e investigação de casos de maior complexidade.

Quando procurar o Cerest?

Trabalhadores que apresentam sintomas ou condições de saúde que possam estar relacionadas ao trabalho podem e devem buscar atendimento por meio da rede SUS. Atualmente, o encaminhamento é feito pelas unidades básicas de saúde por meio do Sistema de Regulação (SISREG). Após a avaliação da equipe do Cerest, caso seja constatado o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador será acompanhado e, se necessário, encaminhado para outros serviços especializados.

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“Nosso papel vai muito além do atendimento individual. Atuamos de forma técnica e pedagógica, orientando unidades de saúde, investigando ambientes de trabalho, realizando ações de vigilância e oferecendo apoio técnico às equipes do SUS. O objetivo é garantir que a saúde do trabalhador seja tratada com a integralidade e a atenção que merece”, destaca Silvana Maria Ribeiro, diretora da Vigilância em Saúde de Cuiabá.

O Cerest realiza ações nos 11 municípios da Baixada Cuiabana, com foco em três áreas específicas:
• Vigilância em Ambientes e Processos de Trabalho (VAPT);
• Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA);
• Vigilância Epidemiológica em Saúde do Trabalhador (VESAT).

Mesmo não tendo poder de autuação, o órgão pode emitir relatórios técnicos orientativos em casos de denúncias, além de elaborar perfis epidemiológicos e promover oficinas de capacitação e apoio matricial às equipes da Atenção Primária à Saúde.

Equipe Multidisciplinar

A equipe do Cerest Cuiabá é formada por profissionais de diversas áreas: médicos do trabalho, enfermeiros do trabalho, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, técnicos em segurança do trabalho, além da equipe administrativa – todos comprometidos em garantir atendimento qualificado ao trabalhador.

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Onde fica e como entrar em contato

O Cerest está localizado na Rua Rui Barbosa, nº 560, Bairro Goiabeiras – Cuiabá/MT (próximo ao Tennis Company).
Telefone e WhatsApp: (65) 3318-6080. Além do atendimento e das ações de campo, o órgão também disponibiliza materiais informativos com orientações sobre as principais doenças relacionadas ao trabalho, grupos de risco e sintomas clínicos, reforçando a importância da informação como forma de prevenção.

O Cerest é um importante aliado da saúde do trabalhador. Conhecer seus serviços e saber quando acioná-lo pode fazer toda a diferença na prevenção de agravos e na promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

#PraCegoVer

A imagem mostra um grupo de servidores que fazem parte do CEREST, tema abordado no texto. Na imagem, há uma mesa grande à frente do grupo, que está todo posicionado em pé para o retrato.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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