AGRONEGÓCIO

Castrolanda anuncia instalação de unidade no Tocantins

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O município de Colinas do Tocantins conta com cerca de 34 mil habitantes, número considerado baixo se comparado às cidades da região Sul e sudeste do país, onde a Castrolanda atua. Colinas, no entanto, é o sexto município mais populado do Estado e apresenta um enorme potencial de desenvolvimento agrícola.

A área adquirida para a instalação da unidade é de 83 hectares, localizada ao Norte da cidade, às margens da rodovia BR-153 e a pouco mais de 12 km do centro de Colinas. A localização é estratégica para receber a safra de produtores e escoá-la até regiões portuárias.

As escolhas pela instalação da unidade no Tocantins – e pela região de Colinas – se deram por motivos estratégicos e após um longo estudo de viabilização. O principal motivo da chegada da Castrolanda ao Norte do país se dá pela dificuldade de aquisição, por parte dos cooperados que atuam nas regiões Sul e Sudeste, de novas terras para ampliar os negócios locais, como explica o gerente de Estratégia, Projetos e Processos da cooperativa, Vitor Almeida.

“A Castrolanda tem como desafio atual para as áreas agrícolas o ganho de escala e o crescimento limitado devido à falta de terras para plantio nas regiões de atuação da cooperativa. Esse cenário se deve a fatores como concentração fundiária, valorização de terras na região Sul e Sudeste, expansão das áreas urbanas e tantos outros que dificultam ao nosso cooperado qualquer possibilidade de ampliar a área de atuação”, conta o gerente.

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Os estudos para expandir os negócios da cooperativa tiveram início ainda em março de 2022, com o objetivo de identificar novas áreas com potencial de atuação da Castrolanda, visando critérios como custo da terra, infraestrutura, aptidão agrícola e presença da Fundação ABC – órgão de pesquisa e desenvolvimento agrícola fomentado pela Castrolanda ao lado de outras duas cooperativas paranaenses: Frísia e Capal.

Na unidade de Colinas do Tocantins, a Castrolanda visa replicar o sucesso da atuação no Paraná, gerando valor aos cooperados e ao mercado, crescendo de forma sustentável e alinhada desenvolvimento estratégico da cooperativa. O entreposto irá operar com a recepção, secagem e armazenamento de grãos, além de auxiliar produtores cooperados em questões como fornecimento de insumos, assistência técnica e agricultura de precisão.

Para Seung Lee, Diretor-Executivo da Castrolanda, a expansão geográfica é vital para o desenvolvimento estratégico da cooperativa. “Ao alcançar novas regiões, não estamos apenas crescendo numericamente, mas fortalecendo nossa posição no mercado. O aumento de escala nos torna resilientes diante de desafios locais, e a unidade em Colinas do Tocantins representa um passo significativo em nossa missão de gerar valor ao cooperado e ao mercado do agronegócio”, explica.

72 anos de história no cooperativismo

Apesar de ser uma cooperativa paranaense, a Castrolanda foi fundada muito longe da região Sul do Brasil, ainda em 1951. Na época, produtores holandeses buscavam novas oportunidades de trabalho no período pós-guerra e receberam a oportunidade de migrar da Europa para a região de Castro, nos Campos Gerais do Paraná, onde habitariam terras pouco férteis e de difícil adaptação.

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O desafio foi superado com fé, força de trabalho e muita cooperação. Antes de vir ao Brasil, os produtores fundaram a cooperativa Castrolanda, que trazia no nome a junção do país de origem (Holanda) com o município onde iniciariam uma nova vida (Castro).

Em mais de sete décadas de história, a cooperativa cresceu e se tornou um dos maiores nomes do agronegócio paranaense e um importante player do cenário nacional. Atualmente são mais de 1,1 mil cooperados e 2,5 mil colaboradores, espalhados em 28 unidades nos estados do Paraná e São Paulo. A gigante do agro chega aos 72 anos com um recorde histórico de faturamento de pouco mais de R$ 7 bilhões registrados ao final de 2022.

A cooperativa conta com Unidades de Negócios divididas em Operações (Agrícola, Carnes, Leite, Batata e Administração) e Industrial (Leite e Batata). No Tocantins, a atuação será exclusivamente na área Agrícola. Para o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, a chegada da cooperativa em solos tocantinenses é um marco histórico de extrema importância para a cooperativa, que tem em suas raízes a busca por oportunidades em locais distantes das áreas de atuação.

“Entendo esta expansão ao Tocantins como um movimento muito semelhante ao realizado pelos pioneiros da Castrolanda: nossos produtores buscam oportunidades de desenvolvimento e enxergaram na região um grande potencial para trilhar novos horizontes”, destaca o presidente.

Fonte: Comunicação Castrolanda

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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