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Carne Hereford Expande no Sul do Brasil e Consolida Crescimento

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O programa Carne Hereford, certificado pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), encerrou 2024 com um crescimento significativo em sua atuação no Sul do Brasil. Dados divulgados pela entidade indicam um aumento de 28% na participação em Santa Catarina e 5% no Paraná, consolidando a presença das raças Hereford e Braford nessas regiões e ampliando o alcance da carne certificada no mercado nacional.

Avanço em Santa Catarina e Paraná

Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB e do programa Carne Hereford, atribui os resultados ao trabalho contínuo de expansão e fortalecimento da marca. “Esses números demonstram a consolidação das nossas raças nesses estados. O crescimento abrange tanto os animais de genética quanto os comerciais, permitindo maior presença nas gôndolas e maior acesso ao consumidor final,” afirma Azambuja.

Parcerias no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o programa alcançou novos patamares em 2024, com destaque para a parceria firmada com o Frigorífico Coqueiro, de São Lourenço do Sul, durante a Expointer. A colaboração resultou na consolidação de abates e na ampliação da oferta de Carne Hereford, atendendo mercados exigentes.

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Outro marco relevante foi o início das operações do Frigorífico Argus, em São José dos Pinhais, no Paraná, que reforçou a distribuição da carne certificada no estado, ampliando a presença da marca em regiões estratégicas.

Novos Canais e Parcerias Gastronômicas

Além do avanço no varejo, a Carne Hereford conquistou novos espaços no setor gastronômico. Em Santa Catarina, o restaurante Rincão Garopaba, no litoral, incorporou a carne certificada ao cardápio, enquanto no Rio Grande do Sul, o restaurante Peña del Sur, em Torres, fortaleceu a presença da marca no segmento de alta gastronomia.

“O trabalho é integrado: mais investimentos em genética geram maior número de animais comerciais, o que resulta em mais abates e maior oferta de carne no varejo e em restaurantes parceiros. Foi um ano positivo, que nos desafia a buscar resultados ainda melhores em 2025,” conclui Azambuja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações globais de café avançam na safra 2025/26, mas receita brasileira recua em abril

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As exportações globais de café seguem em crescimento na temporada 2025/26, de acordo com dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC). O avanço dos embarques mundiais ocorre em meio ao fortalecimento da demanda internacional e ao aumento expressivo das exportações de café robusta, enquanto o Brasil enfrenta retração na receita e nos preços médios obtidos com as vendas externas em abril.

Segundo a OIC, os embarques globais de café dos países membros e não-membros da entidade somaram 13,59 milhões de sacas de 60 quilos em março, sexto mês da safra mundial 2025/26. O volume representa crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando haviam sido exportadas 13,37 milhões de sacas.

Exportações mundiais acumulam alta na safra 2025/26

No acumulado dos seis primeiros meses da temporada, entre outubro de 2025 e março de 2026, as exportações globais alcançaram 70,91 milhões de sacas, avanço de 3,3% frente às 68,67 milhões embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25.

Os dados da OIC mostram mudanças importantes no perfil da oferta global de café. As exportações de café arábica somaram 82,70 milhões de sacas nos últimos doze meses encerrados em março de 2026, registrando queda de 4,9% na comparação com os 86,94 milhões de sacas exportados no período anterior.

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Por outro lado, os embarques de café robusta cresceram de forma significativa. O volume exportado atingiu 59,85 milhões de sacas, alta de 15% em relação às 51,92 milhões registradas nos doze meses anteriores.

O movimento reforça o avanço da participação do robusta no mercado internacional, impulsionado principalmente pela competitividade do grão e pela maior demanda da indústria global.

Receita do café brasileiro recua em abril

Enquanto o mercado internacional registra crescimento nos embarques, o Brasil apresentou retração nos indicadores das exportações de café em grão no mês de abril de 2026.

Considerando os 20 dias úteis do período, o país exportou 2,857 milhões de sacas de 60 quilos, com média diária de 142,8 mil sacas embarcadas.

A receita cambial totalizou US$ 1,072 bilhão, equivalente a uma média diária de US$ 53,6 milhões. O preço médio negociado foi de US$ 375,30 por saca.

Na comparação com abril de 2025, a receita média diária das exportações brasileiras caiu 14,2%. O volume médio diário embarcado recuou 0,9%, enquanto o preço médio registrou baixa de 13,4%.

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Mercado acompanha oferta global e preços internacionais

O cenário do café segue marcado pela volatilidade no mercado internacional, com investidores atentos ao comportamento da oferta global, às condições climáticas nas principais regiões produtoras e ao ritmo da demanda mundial.

Analistas observam que o crescimento das exportações de robusta vem alterando a dinâmica do mercado, ao mesmo tempo em que o arábica enfrenta limitações de oferta em importantes origens produtoras.

No Brasil, o setor acompanha de perto o desenvolvimento da safra 2026, além das oscilações cambiais e dos movimentos das bolsas internacionais, fatores que continuam influenciando diretamente os preços internos e a competitividade das exportações brasileiras de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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