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Carne de peru: exportações correspondem a [não mais que] 1% da carne de frango exportada

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Como é futuro, só o tempo dirá. Mas – fato sempre ressaltado pelo AviSite – as exportações brasileiras do setor têm se concentrado, preponderantemente, na carne de frango. E o preponderante, neste caso, pode representar até 99% das exportações totais das duas carnes, como mostram dados da ABPA.

Cerca de 10 anos atrás, as exportações de carne de peru eram bem mais representativas do que atualmente. Em 2013 corresponderam a 4% do total das duas carnes, índice que permaneceu nos 3% no triênio 2014/2016.

Mas a partir daí começa a ser registrado decréscimo no volume exportado em decorrência, sobretudo, do afastamento do setor de uma das empresas produtoras – o que levou a uma sensível queda no volume produzido internamente.

Pelos números da ABPA, a produção brasileira de carne de peru, que em 2017 havia se aproximado das 400 mil toneladas anuais, recuou mais de 50% no ano seguinte, isto significando que não foi muito além das 180 mil toneladas em 2018.

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Embora em menor escala, o retrocesso prosseguiu nos anos seguintes, o mais baixo volume anual sendo registrado em 2021: pouco mais de 157 mil toneladas, produção que apresentou breve reversão no ano seguinte – 162,3 mil toneladas em 2022. Mesmo assim esse volume correspondeu a pouco mais de um terço do alcançado 10 anos antes (pouco mais de 440 mil toneladas em 2012).

Os dados de produção (concentrada no Sul do País) e de exportação de 2023 ainda não foram divulgados. Mas tudo indica que o processo de retomada continua, estimando-se que as vendas externas do produto tenham ficado ligeiramente acima das 70 mil toneladas, o que, se confirmado, representa aumento próximo de 20% em relação a 2022.

Ainda assim, a carne de peru exportada representará pouco mais de 1% dos 5,1 milhões de toneladas de carne de frango que o Brasil exportou no ano que passou.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Boi gordo mantém preços firmes e mercado projeta novas altas impulsionadas por exportações e demanda aquecida

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes em importantes praças pecuárias do país e sinais de valorização no curto prazo. A combinação entre escalas de abate mais curtas nos frigoríficos, demanda consistente e cenário positivo para as exportações fortalece a sustentação dos preços da arroba.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente atual favorece movimentos de alta, especialmente diante da necessidade de reposição de matéria-prima por parte da indústria frigorífica.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, o encurtamento das escalas de abate ocorre em um momento estratégico para o setor, marcado por expectativas positivas em relação ao consumo interno e ao mercado internacional.

China segue no radar do mercado brasileiro

O comportamento das compras chinesas continua sendo um dos principais fatores acompanhados pelos agentes da cadeia pecuária. O mercado monitora a possibilidade de confirmação de que cerca de 80% da cota de exportação destinada ao Brasil já tenha sido utilizada.

A demanda da China permanece como um dos pilares de sustentação para os preços da carne bovina brasileira, influenciando diretamente o ritmo dos embarques e a formação das cotações no mercado doméstico.

Isenção tarifária dos Estados Unidos reforça oportunidades

Outro fator que contribui para o otimismo do setor é a decisão dos Estados Unidos de manter a carne bovina brasileira isenta de tarifas adicionais.

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Segundo Iglesias, a medida reflete a necessidade norte-americana de ampliar a oferta da proteína animal diante de um cenário de déficit produtivo no país.

A avaliação do mercado é de que a abertura e manutenção de canais comerciais relevantes fortalecem as perspectivas para as exportações brasileiras ao longo de 2026.

Cotações do boi gordo permanecem estáveis nas principais praças

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo permaneceram estáveis na comparação com a semana anterior:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@
  • Goiás (Goiânia): R$ 330,00/@
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00/@
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355,00/@
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@

A estabilidade das cotações demonstra um mercado sustentado, com vendedores resistentes a negociações abaixo dos níveis atuais.

Atacado apresenta acomodação, mas expectativa é de recuperação

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram comportamento mais moderado durante a semana. Ainda assim, o setor trabalha com perspectiva de recuperação dos valores no curto prazo.

A expectativa de aumento do consumo em eventos esportivos e datas de maior movimentação do varejo pode contribuir para a melhora da demanda.

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Por outro lado, a carne bovina continua enfrentando forte concorrência das proteínas substitutas, especialmente da carne de frango, que mantém maior competitividade junto ao consumidor brasileiro.

Os preços registrados no atacado foram:

  • Quarto dianteiro: R$ 21,50/kg (estável)
  • Cortes do traseiro: R$ 27,00/kg (queda de 1,82%)
Exportações de carne bovina batem recorde de receita em maio

As exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram desempenho expressivo em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques renderam US$ 1,703 bilhão ao longo dos 20 dias úteis do mês.

O volume exportado alcançou 261,944 mil toneladas, enquanto o preço médio da tonelada foi de US$ 6.505,10.

Na comparação com maio de 2025, os indicadores mostram forte avanço:

  • Alta de 50,2% na receita média diária;
  • Crescimento de 20,2% no volume médio diário embarcado;
  • Valorização de 25% no preço médio da tonelada exportada.

O desempenho reforça o bom momento da pecuária brasileira no mercado internacional e contribui para sustentar a firmeza dos preços da arroba no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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