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Exportações de milho brasileiro: Queda nos embarques indica tendência de baixa na 4ª semana de fevereiro

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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que, nas quatro primeiras semanas de fevereiro de 2024, o Brasil exportou 1.677.900,8 toneladas de milho não moído, representando 73,77% do total exportado no mesmo período de 2023. A média diária de embarques nesses 15 primeiros dias úteis do mês registrou uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O Analista de Mercado da Grão Direto, Ruan Sene, observa um movimento positivo nas exportações no início do ano, mas antecipa uma possível sazonalidade baixa nos embarques. Em sua visão, a demanda pelo milho brasileiro pode voltar a se fortalecer no segundo semestre de 2024.

Do ponto de vista financeiro, o Brasil arrecadou US$ 424,293 milhões nas primeiras semanas de fevereiro, apresentando uma baixa de 24,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse declínio reflete em uma média diária de US$ 28,286 milhões, comparada a US$ 37,674 milhões em fevereiro de 2023.

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Em paralelo, o preço médio por tonelada do milho brasileiro também registrou uma redução de 15,2%, passando de R$ 298,20 em fevereiro de 2023 para R$ 252,90 no atual período. Esses indicadores sinalizam um cenário desafiador para as exportações do produto, enquanto o mercado aguarda possíveis mudanças no segundo semestre do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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