AGRONEGÓCIO

Exportações de milho em novembro caem 33% em relação a 2023

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Nesta segunda-feira (25), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o Brasil exportou, até o momento, 3.462.852,7 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) em novembro de 2024. Esse número equivale a apenas 46,75% do total registrado no mesmo período de 2023, quando as exportações alcançaram 7.405.902,9 toneladas.

A média diária de embarques nos 14 primeiros dias úteis do mês foi de 247.346,6 toneladas, uma redução de 33,2% em comparação com a média diária de novembro de 2023, que ficou em 370.295,1 toneladas.

Segundo Ronaldo Fernandes, analista de mercado da Royal Rural, o mês de novembro deve encerrar com exportações de milho ultrapassando 5 milhões de toneladas, refletindo ainda a demanda de compras das traders. No entanto, as perspectivas para dezembro são mais desafiadoras.

“As exportações estão bem menores do que em 2023. Estamos tentando atingir 40 milhões de toneladas no acumulado do ano, mas no ano passado superamos 50 milhões. Já observamos uma desaceleração nos novos negócios para dezembro, e isso preocupa, especialmente os volumes que serão exportados nesse mês”, explica Fernandes.

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No aspecto financeiro, o Brasil arrecadou, até agora, US$ 728,36 milhões com as exportações de milho em novembro, frente aos US$ 1,678 bilhão registrados no mesmo mês de 2023. A média diária de faturamento caiu 38%, passando de US$ 83,92 milhões em 2023 para US$ 52,03 milhões em 2024.

O preço médio da tonelada de milho brasileiro também apresentou queda, recuando 7,2%, de US$ 226,60 em novembro de 2023 para US$ 210,30 neste ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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