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Carne de frango: como evoluíram as exportações do Brasil e dos EUA em uma década

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Contrapostas à média registrada em 2014, as exportações brasileiras de carne de frango deste ano (período janeiro/maio) foram quase 35% maiores e, apesar de alguns altos e baixos, em nenhum momento da década retrocederam ao volume inicial.

Já os EUA fecharam os cinco primeiros meses de 2024 com um volume mensal médio 8,6% inferior ao de 2014 e, no decorrer de todo esse espaço de tempo, em apenas uma ocasião retornaram ao volume inicial.

O que pesou no retrocesso dos EUA foi, principalmente, o surto de Influenza Aviária enfrentado pelo país entre 2015 e 2016 e que, sem ter atingido a indústria do frango, afetou profundamente as exportações norte-americanas.

Isso favoreceu as exportações brasileiras, como o gráfico abaixo deixa bem claro. Então, a participação do produto do Brasil no total exportado pelos dois países subiu de pouco mais de 51% (média de 2014) para até 60% (junho de 2016).

Controlado o surto, as exportações norte-americanas voltaram a aumentar, reocupando parte do espaço que vinha sendo preenchido pelo produto brasileiro. Mas só em 2021 voltaram a registrar, com pequena diferença a mais, o mesmo volume de 2014. O que não impediu que as exportações brasileiras continuassem em franca evolução.

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No triênio 2021/2023 as exportações dos EUA permaneceram estáveis sem, praticamente, nenhum crescimento. Já as do Brasil, com evolução quase contínua, registraram incremento de 23% entre o primeiro e o último desses 36 meses.

Os dados mais recentes (baseados na média anual móvel) apontam que as exportações brasileiras, ao contrário das norte-americanas, continuam em expansão. Isso faz com que, novamente (e pela segunda vez na história das exportações), a participação brasileira no total exportado pelos dois países alcance a marca dos 60%.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Atvos anuncia primeira usina de etanol de milho em Mato Grosso do Sul e acelera estratégia de transição energética

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A Atvos anunciou a implantação de sua primeira unidade dedicada à produção de etanol de milho, em um movimento estratégico que reforça sua atuação no setor de energia renovável e amplia sua contribuição para a segurança energética do país.

O projeto será desenvolvido na Unidade Santa Luzia, localizada em Mato Grosso do Sul, e prevê a integração entre o processamento de cana-de-açúcar e milho. A iniciativa permitirá operação contínua ao longo do ano, com ganho de eficiência produtiva, melhor aproveitamento de ativos industriais e aumento de competitividade.

Capacidade industrial e produção integrada

Com a nova estrutura, a unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui:

  • 273 mil metros cúbicos de etanol por ano
  • 183 mil toneladas de DDG (coproduto utilizado na nutrição animal)
  • 13 mil toneladas de óleo de milho

A estratégia também reforça a diversificação do portfólio da companhia, que passa a consolidar o milho como vetor complementar à cana-de-açúcar, além de integrar outras rotas tecnológicas como o biometano.

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Economia circular e uso eficiente de recursos

O projeto está inserido em um modelo de produção baseado na economia circular e no uso múltiplo da terra. A estrutura prevê o reaproveitamento de subprodutos, como o uso do bagaço da cana, para geração de energia utilizada no próprio processo produtivo do etanol de milho.

Esse modelo contribui para maior eficiência energética e redução de desperdícios, além de fortalecer o conceito de produção integrada entre energia e alimentos.

Impacto econômico e geração de empregos

Durante a fase de implantação, o empreendimento deve gerar aproximadamente 2.000 empregos, impulsionando a economia local e fortalecendo o desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul.

O estado, segundo a companhia, se consolida como um dos principais polos estratégicos para projetos ligados à transição energética, apoiado por políticas de incentivo à bioenergia.

Transição energética e visão de longo prazo

De acordo com o CEO da Atvos, Bruno Serapião, o investimento está alinhado à estratégia de crescimento sustentável da empresa e à ampliação da oferta de biocombustíveis em escala global.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis”, afirma o executivo.

Ele destaca ainda que a solidez operacional e financeira da companhia permite avançar em projetos estruturantes mesmo em cenários globais desafiadores.

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Etanol e descarbonização do transporte

O etanol segue como uma das principais soluções tecnológicas para a mobilidade sustentável, com produção escalável e menor intensidade de carbono. O combustível é apontado como alternativa relevante para a descarbonização de setores como transporte marítimo e aviação.

Com a entrada no etanol de milho, a Atvos reforça sua posição no avanço da transição energética brasileira, combinando diversificação de matérias-primas, ganho de escala e eficiência operacional para ampliar a oferta de energia renovável no Brasil e no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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