AGRONEGÓCIO

Exportações de grãos da Ucrânia somam 3,2 mi t no acumulado de fevereiro

Publicado em

A Ucrânia exportou quase 3,2 milhões de toneladas métricas de grãos até agora neste mês, contra 3,3 milhões no mesmo período do ano anterior, mostraram dados do Ministério da Agricultura na segunda-feira.

O ministério não deu nenhuma explicação para a redução.

As exportações de grãos da Ucrânia na temporada de comercialização de julho a junho de 2023/24 caíram até agora para cerca de 27 milhões de toneladas, ante 30 milhões no ano anterior, mostraram os dados.

Os embarques no acumulado da safra incluíram 10,5 milhões de toneladas de trigo, 14,7 milhões de toneladas de milho e 1,5 milhão de toneladas de cevada.

Tradicionalmente, a Ucrânia exporta a maior parte de seus grãos por meio de seus portos de águas profundas do Mar Negro.

O governo ucraniano esperava uma colheita de 81,3 milhões de toneladas de grãos e sementes oleaginosas em 2023, com um excedente exportável em 2023/24 de cerca de 50 milhões de toneladas.

Leia Também:  Vaticano diz não ver perspectiva de paz entre Ucrânia e Rússia

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas

Published

on

A pecuária leiteira brasileira atravessa um momento de desafios para transformar produção em rentabilidade. Embora o Brasil tenha ultrapassado a marca de 38 bilhões de litros de leite produzidos em 2025, consolidando-se entre os maiores produtores mundiais, a rentabilidade das fazendas continua pressionada por custos elevados, oscilações climáticas e necessidade crescente de eficiência produtiva.

Segundo análise da médica-veterinária Vanessa Amorim Teixeira, mestre e doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames, o cenário exige que o produtor vá além do aumento da produção e concentre esforços na gestão da propriedade e na otimização dos recursos.

Preço do leite reage, mas ainda não recupera margens

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o preço médio nacional do leite cru pago ao produtor alcançou R$ 2,66 por litro em abril de 2026, demonstrando recuperação em relação aos meses anteriores.

Apesar da melhora, a remuneração permanece inferior aos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro, alcançado em julho de 2022.

Ao mesmo tempo, despesas com energia elétrica, mão de obra, suplementação alimentar e outros custos operacionais continuam reduzindo as margens da atividade.

Leia Também:  Exportação de milho bate recorde em dezembro
Clima aumenta pressão sobre os sistemas de produção

Outro fator de preocupação é o comportamento climático. A formação do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas mais elevadas e maior irregularidade das chuvas em diversas regiões produtoras, comprometendo a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

Como grande parte da pecuária leiteira brasileira depende do pastejo, a redução da oferta de forragem tende a impactar diretamente o consumo de nutrientes pelos animais, reduzindo a produção de leite.

Além disso, a menor disponibilidade de água e alimento pode aumentar o estresse do rebanho, comprometendo o bem-estar animal, a saúde e o desempenho produtivo.

Planejamento torna-se fator decisivo para a rentabilidade

Diante desse cenário, especialistas destacam que a sustentabilidade econômica da atividade depende cada vez mais da eficiência da gestão.

Entre as principais estratégias recomendadas estão:

  • planejamento da alimentação para os períodos de seca;
  • formação de reservas estratégicas de forragem;
  • monitoramento constante dos indicadores técnicos e financeiros;
  • controle rigoroso dos custos de produção;
  • manejo adequado das pastagens;
  • adoção de sistemas de pastejo rotacionado.

Essas práticas permitem aumentar o aproveitamento dos recursos da propriedade e reduzir a vulnerabilidade diante das oscilações de mercado e do clima.

Infraestrutura pode elevar produtividade e reduzir custos

Os investimentos em infraestrutura também ganham importância dentro das propriedades leiteiras. Um dos exemplos é o cercamento estratégico das áreas de pastejo, que possibilita a divisão das pastagens em piquetes para manejo rotacionado.

Leia Também:  Desafios na negociação interna de algodão persistem enquanto exportações apresentam crescimento expressivo

Esse sistema favorece a recuperação das forrageiras, melhora a utilização da área disponível, aumenta a capacidade de suporte da propriedade e reduz a necessidade de suplementação alimentar, um dos principais componentes do custo de produção.

Como consequência, os produtores podem obter ganhos como:

  • aumento da produção de leite por hectare;
  • maior produtividade por animal;
  • redução dos gastos com alimentação suplementar;
  • melhor aproveitamento das pastagens;
  • menor custo de manutenção das áreas de manejo.
Tecnologia e gestão fortalecem a competitividade

Segundo Vanessa Amorim Teixeira, investir em infraestrutura de qualidade e em tecnologias voltadas para o manejo do rebanho e das pastagens deixou de ser apenas uma melhoria operacional e passou a representar uma estratégia de gestão.

A especialista destaca que soluções como cercas elétricas de alta durabilidade facilitam a implantação do pastejo rotacionado, exigem menos manutenção e contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Em um cenário marcado por custos elevados e maior instabilidade climática, propriedades que investem em planejamento, tecnologia e infraestrutura tendem a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e competitivos, preparados para enfrentar os desafios da pecuária leiteira nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA