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Cargill Expande seu Portfólio de Inovações com Galleon™ e Oferece Soluções para Produtores Avícolas

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A Cargill, em sua estratégia voltada para soluções integradas, tem ampliado seu portfólio de inovações por meio do desenvolvimento próprio e de parcerias estratégicas baseadas em Inteligência Artificial (IA). A iniciativa visa não apenas melhorar a nutrição animal, mas também auxiliar os produtores a otimizar suas operações utilizando tecnologia e estratégias eficientes.

O Brasil é um mercado fundamental para a Cargill, especialmente em seus negócios de Nutrição Animal. A empresa é proprietária da marca Nutron, amplamente reconhecida por oferecer produtos, ferramentas e serviços que apoiam o desenvolvimento de seus clientes.

Pesquisas conduzidas pela Cargill revelam uma correlação direta entre a saúde do microbiota intestinal das aves e as condições sanitárias dentro das granjas. Compreender esse conjunto de microrganismos e suas funções é crucial para que os produtores aprimorem a saúde e o desempenho de seus animais. A ferramenta Galleon™, desenvolvida pela Cargill, atua como uma aliada para os avicultores, utilizando IA para avaliar a saúde do microbiota intestinal das aves. Por meio de análises detalhadas, o Galleon™ fornece recomendações específicas relacionadas à nutrição e à saúde animal. A solução já está em operação em 25 países e é alimentada por dados de mais de 44 mil análises provenientes de diversas regiões.

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Com o Galleon™, os produtores de frangos de corte podem implementar mudanças em diversos aspectos, como a escolha de matéria-prima, dietas, aditivos, programas de vacinação e práticas de manejo que impactam diretamente o microbioma de seus lotes. “Com esse banco de dados e a partir dessas leituras, conseguimos atender o produtor de forma muito mais personalizada. Isso representa uma verdadeira quebra de paradigmas, uma vez que a microbiota ideal varia conforme a realidade da granja e os objetivos do programa, sendo a performance nosso foco, assim como o do cliente”, enfatiza Juliana Batista, gerente de Tecnologia para Aves da Cargill.

“Diariamente, mantemos diálogo com nossos clientes, ouvindo suas necessidades e nos comprometendo a oferecer soluções inovadoras que promovam o sucesso de seus negócios. Estamos combinando toda nossa experiência em nutrição animal com tecnologias de ponta para atender aos desafios únicos relacionados à saúde e produção animal”, conclui a especialista da Cargill.

A ferramenta Galleon™ e a proposta de colaboração da Cargill com os avicultores serão um dos destaques da empresa na Conferência Científica Latino-Americana da Poultry Science Association (PSA), que acontece entre 8 e 10 de outubro em Foz do Iguaçu (PR).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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