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Mercado do Milho: Variações no cenário internacional e nacional

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Os mercados futuros do milho começaram a sessão desta terça-feira (16) com movimentos descendentes na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 08h59 (Horário de Brasília), os contratos registravam quedas entre 2,75 e 1,75 pontos.

O contrato com vencimento em Maio de 2024 operava a US$ 4,30 por bushel, marcando uma leve queda de 1,00 ponto. Enquanto isso, o contrato para julho de 2024 era cotado a US$ 4,43 por bushel, registrando uma baixa de 1,25 pontos. Setembro de 2024 era negociado a US$ 4,52 por bushel, com desvalorização de 1,50 pontos, e dezembro de 2024 apresentava um valor de US$ 4,67 por bushel, com um recuo de 1,50 pontos.

Segundo a análise da Labhoro Corretora, os mercados de grãos estão sensíveis ao panorama geopolítico, especialmente à escalada dos conflitos no Oriente Médio, e também à valorização do dólar em relação a diversas moedas. Paralelamente, os futuros da soja e de outros grãos experimentaram quedas modestas nas negociações noturnas, à medida que a colheita de grãos avança no Brasil e se inicia nos Estados Unidos.

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No cenário norte-americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que a área plantada com milho nos EUA aumentou de 3% para 6% em uma semana, ligeiramente abaixo da expectativa de 7% dos traders. Comparativamente, no mesmo período do ano anterior, o índice era de 7%, enquanto a média histórica é de 5%.

Enquanto isso, na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros abriram a sessão desta terça-feira com ganhos. Por volta das 09h21 (Horário de Brasília), o contrato para maio de 2024 estava cotado a R$ 58,90, registrando um aumento de 0,77%, enquanto o contrato de julho de 2024 era negociado a R$ 59,00, com um incremento de 0,91%.

Segundo a análise da consultoria Agrifatto, o mercado interno inicia a semana com preços estáveis em torno de R$60,00/sc em Campinas/SP. Diferentemente do observado em Chicago, os contratos futuros de milho na B3 iniciaram a semana em território positivo, refletindo a contínua valorização da taxa de câmbio, apesar das previsões de chuvas volumosas para a segunda quinzena de abril.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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