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Robôs na Suinocultura: Inovação economiza 37 toneladas de ração por ano

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A automação agrícola está trazendo benefícios significativos para a suinocultura brasileira. Um exemplo notável é o robô distribuidor de ração, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Suínos e Aves e a empresa Roboagro, que já demonstrou uma economia superior a 37 toneladas de ração por ano em propriedades rurais.

Além de economizar ração, a tecnologia permite que os criadores economizem tempo e esforço físico, possibilitando uma gestão mais eficaz das granjas. O uso do robô não substitui o trabalho humano, mas sim otimiza o tempo dos criadores, permitindo que eles se concentrem na supervisão e análise das instalações. Segundo Bruna Brandão, que trabalha em uma granja de suínos no Paraná, o robô permitiu que ela e seu esposo Carlos passassem mais tempo observando e ajustando a rotina para garantir a melhor eficiência.

Integração Entre Homem e Máquina: Mais Precisão na Alimentação

O robô distribuidor de ração segue trilhos colocados nos corredores dos galpões, distribuindo a ração em instalações de suínos em terminação, de três a cinco vezes ao dia. Essa automação melhora a precisão e reduz o desperdício, pois o robô distribui a ração por peso, garantindo homogeneidade na distribuição.

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Osmar Dalla Costa, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, destaca que a precisão é fundamental para a economia de ração e para a melhoria da conversão alimentar dos suínos. Ao trabalhar de forma complementar ao robô, os criadores podem detectar rapidamente qualquer anomalia e tomar medidas corretivas, aumentando a eficiência da produção.

Robô que Transforma Produtores em Gestores de Granjas

Giovani Molin, da Roboagro, afirma que a automação transforma o papel dos criadores de “tratadores de animais” para gestores de granjas de suínos. A tecnologia facilita a gestão do tempo e incentiva a coleta de dados para um melhor controle da produção. A emissão de relatórios diários permite uma abordagem proativa na administração das granjas, ajudando a antecipar problemas e ajustar estratégias de manejo.

Flexibilidade e Facilidade de Adaptação

O robô distribuidor de ração pode ser instalado em instalações existentes ou novas, com certa flexibilidade para ajustes necessários. A Roboagro recomenda o uso do robô para propriedades com pelo menos 400 animais, como uma forma de garantir retorno financeiro satisfatório. Há opções para aquisição ou locação, o que amplia as possibilidades de adoção da tecnologia, com preços iniciais partindo de R$ 70 mil para compra e taxas mensais para locação.

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Uma Nova Rotina de Trabalho

A adoção do robô cria uma nova dinâmica de trabalho nas granjas, exigindo reprogramação constante e ajustes na distribuição de ração conforme a curva de crescimento dos animais. Em média, os robôs poupam duas horas de trabalho braçal por dia, tempo que os produtores podem usar para aprimoramento e aprendizado. Além disso, a automação atrai um novo tipo de mão de obra, com habilidades em tecnologia e informática, para a suinocultura.

Para Saber Mais

O Comunicado Técnico 593 da Embrapa, intitulado “Alimentação de suínos em crescimento e terminação por equipamento automático (robô)”, oferece informações detalhadas sobre o uso do robô distribuidor de ração, apresentando resultados e estatísticas sobre seu impacto na suinocultura.

Cada robô distribui ração para até 3 mil suínos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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