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Campanha 20Ver conquista novos lares para cerca de 30 cães

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Lançada há cerca de 50 dias pela Prefeitura de Cuiabá, através da Bem-Estar Animal, a Campanha de Adoção 20Ver atingiu a marca de 28 animais adotados. A ação teve início em 10 de julho, com o objetivo de encontrar um novo lar para cães e gatos resgatados e que se encontram no canil municipal, vítimas de abandono e maus-tratos. A campanha não tem data para terminar. Interessados podem agendar visitas na sede da Bem-Estar Animal para conhecer os animais. Daí o nome “20Ver” (Vinte-ver), como se dissesse: eu vim te ver.

A Bem-Estar Animal também realiza feiras de adoção, e a próxima já tem data definida: será no dia 6 de setembro, no Parque Tia Nair, a partir das 16h.

Rayane Rodrigues, 32 anos, é uma das mais novas tutoras. Ela adotou dois cães de uma só vez. Eles são irmãos, viviam na mesma baia no canil e, comovida pela situação, não teve coragem de separá-los. Ela mora sozinha e também ajuda a cuidar de quatro animais que moram com sua avó.

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“Recentemente perdi minha cachorrinha Lilica, o que foi muito difícil para mim. Alguns dias depois, vi uma postagem sobre um Chow-Chow para adoção e fiquei interessada. Fui ao abrigo, mas não consegui ficar com ele devido ao tamanho e à incompatibilidade com o gato que havia adotado recentemente. Fiquei triste, mas a Geovana, do Bem-Estar Animal, me disse que tinha alguns filhotes e perguntou se eu gostaria de ver. Ela me deu a opção de um macho e uma fêmea e, como uma boa libriana indecisa, acabei levando os dois para casa”, revelou Rayane.

Segundo ela, foi a melhor decisão que tomou. “Hoje minha casa está repleta de amor e tenho minhas ‘crianças’ me esperando todos os dias após minha rotina”, frisou.

Ela revelou fazer parte de uma família que tem os animais como prioridades, membros e amores. “Então, não existe outro motivo senão cuidar, resgatar e adotar. Fui criada com essa mentalidade e amor pelos animais, e tudo isso é sobre nossa família, que tem os animais como parte integrante das nossas vidas”.

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Quem tiver interesse também pode se tornar tutor. Basta ser maior de 18 anos e passar por uma entrevista prévia, que avalia o real interesse pelo animal.

De acordo com a diretora da BEA, Morgana Thereza Ens, o importante é que os animais encontrem um ambiente saudável e feliz que garanta o seu bem-estar. “Animal é para a vida toda, portanto, amor para sempre. Temos que ter essa consciência na hora de adotar. Eles são amáveis e retribuem o carinho”, frisou.

Em caso de adoção de animais que ainda não alcançaram a idade para castração, a Prefeitura custeia o procedimento na idade viável.

Mais informações por meio do WhatsApp (65) 99207-4318.

#PraCegoVer

A foto que ilustra o texto mostra a tutora e sua mãe com os dois cãezinhos adotados ainda na Bem-Estar Animal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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