AGRONEGÓCIO
Café Mineiro Puxa Alta e Brasil Pode Ter Maior Safra da História em 2026, Aponta Conab
Publicado em
24 de fevereiro de 2026por
Da Redação
Brasil Ruma à Maior Safra de Café Já Registrada
O Brasil caminha para colher a maior safra de café da história em 2026. Segundo o primeiro levantamento da Conab, a produção nacional deve atingir 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% em relação às 56,5 milhões colhidas na temporada anterior.
Caso a projeção se confirme, o resultado superará o recorde de 2020, quando foram produzidas 63,1 milhões de sacas. O aumento é atribuído à bienalidade positiva — ciclo natural do cafeeiro que alterna anos de maior e menor produtividade — e às condições climáticas favoráveis, com chuvas bem distribuídas durante o enchimento dos grãos.
Minas Gerais Deve Representar Quase Metade da Produção Nacional
Principal estado produtor, Minas Gerais deve colher 32,4 milhões de sacas, um avanço de 25,9% em relação à safra de 2025. Com isso, a participação mineira na produção nacional pode chegar a 49%, reforçando o papel do estado como protagonista da cafeicultura brasileira.
As regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste devem registrar o maior crescimento proporcional, com alta de 46,5% sobre o ciclo anterior. Outras regiões também terão desempenho positivo, refletindo políticas de estímulo e investimentos públicos.
O Governo de Minas Gerais tem reforçado seu apoio ao setor. Segundo Bruno Silva, assessor técnico da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, foram destinados R$ 2 bilhões ao setor por meio do BDMG, integrando recursos do Plano Safra e do Funcafé.
Além disso, o governo investe em pesquisa e inovação com a Epamig, amplia a assistência técnica via Emater-MG, e fortalece certificação e sanidade vegetal com o IMA, além de apoiar ações de promoção e exportação.
Produtividade Avança Acima da Média Nacional
A produtividade média nacional está estimada em 34,2 sacas por hectare, aumento de 12,4% frente a 2025. Em Minas Gerais, a média esperada é de 28,6 sacas por hectare, crescimento de 19,7%, ritmo superior ao nacional.
Embora o rendimento mineiro seja menor devido à predominância do café arábica — espécie naturalmente menos produtiva que o conilon —, o avanço regional é expressivo. Em estados com maior presença de conilon, como a Bahia, há áreas com produtividade estimada em 71,5 sacas por hectare, o que ajuda a elevar a média nacional.
Área Cultivada com Café Também Cresce em Todo o País
O levantamento da Conab aponta expansão da área em produção, que deve atingir 1,93 milhão de hectares em 2026, alta de 4,1% em relação ao ciclo anterior.
Em Minas Gerais, a área produtiva deve alcançar 1,13 milhão de hectares, aumento de 5,1% frente a 2025. As regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste lideram a expansão, com previsão de crescimento de 12%.
As regiões Sul e Centro-Oeste devem avançar 3,9%; Norte, Jequitinhonha e Mucuri, 3,2%; e Zona da Mata, Rio Doce e Central, 3,1%. Já nas áreas em formação, o crescimento se concentra nas regiões da Zona da Mata, Rio Doce e Norte de Minas, impulsionando o potencial produtivo futuro.
Chuvas Regulares e Renovação de Lavouras Sustentam Otimismo para 2026
As condições climáticas estáveis e o regime de chuvas equilibrado durante o desenvolvimento dos frutos têm favorecido o cenário produtivo. Além disso, as áreas em formação implantadas em 2023 e 2024 começam a entrar na fase de colheita, reforçando o crescimento esperado para 2026.
Com os dados preliminares, o setor cafeeiro brasileiro inicia o ano em clima de confiança. O país pode consolidar, em 2026, um novo recorde histórico na produção nacional de café, sustentado pela força de Minas Gerais e pelo avanço tecnológico e produtivo das lavouras em todo o território.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais
Published
26 minutos agoon
19 de maio de 2026By
Da Redação
As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.
O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.
Farelo de soja indiano perde competitividade global
Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.
Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.
A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.
De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.
“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.
Exportações devem cair pela metade em 2025/26
A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.
A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.
Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.
“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.
Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático
Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.
A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.
O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.
Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.
Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados
Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.
A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.
Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.
Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.
“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.
Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações
O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.
A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.
Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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