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Café arábica registra queda em NY e Londres devido à atenta observação do clima brasileiro e safra do Vietnã

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O foco permanece nas condições climáticas no Brasil, onde a previsão de chuvas em áreas de produção pode exercer pressão sobre as cotações. Por outro lado, a acentuada redução nos estoques certificados na ICE continua a limitar quedas mais expressivas nos preços em NY. Os produtores, atentos às condições climáticas, optam por fechar negócios conforme a necessidade de capitalização.

Por volta das 09h08 (horário de Brasília), os contratos para março/24 apresentaram uma queda de 105 pontos, sendo negociados a 167,10 cents/lbp. O contrato para maio/24 registrou uma baixa de 105 pontos, cotado a 165,55 cents/lbp, enquanto julho/24 teve uma redução de 95 pontos, alcançando 166,25 cents/lbp. O contrato para setembro/24 apresentou uma queda de 105 pontos, sendo negociado a 167,35 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também abriu com desvalorização. O contrato para março/24 teve uma queda de US$ 14 por tonelada, sendo negociado a US$ 2457. O contrato para maio/24 registrou uma baixa de US$ 13 por tonelada, cotado a US$ 2424, enquanto julho/24 teve uma desvalorização de US$ 30 por tonelada, sendo negociado a US$ 2362. O contrato para setembro/24 apresentou uma baixa de US$ 37 por tonelada, alcançando US$ 2320.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro

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O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.

A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.

A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.

Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro

Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.

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De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.

Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.

Açúcar também entra na pauta das negociações

O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.

Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.

USTR cita fim da reciprocidade tarifária

No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.

Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.

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Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.

Cenário segue em negociação

Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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