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Enquadramento fiscal no ICMS pode gerar perdas silenciosas no agronegócio e afeta fluxo de caixa

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No planejamento tributário para 2026, empresas do agronegócio devem revisar o enquadramento fiscal, pois a classificação como revenda ou indústria influencia não apenas o recolhimento do ICMS, mas também a margem operacional, o aproveitamento de créditos tributários e o risco de autuação fiscal.

Segundo Altair Heitor, CFO da consultoria Palin & Martins, “uma simples revisão do enquadramento já pode melhorar o fluxo de caixa e ampliar a recuperação de créditos tributários”.

Crédito de ICMS: maior potencial para indústrias

O ICMS é responsável por cerca de 84% da arrecadação estadual, segundo o Confaz, e incide em toda a cadeia do agronegócio, da compra de insumos à venda de produtos acabados.

Para revendas, o crédito de ICMS tende a ser limitado, especialmente em operações sujeitas à substituição tributária, reduzindo a compensação possível. Já as indústrias, que transformam mercadorias, têm maior potencial de crédito, podendo se beneficiar de regimes especiais, diferimentos e incentivos fiscais.

Altair explica: “Quando o enquadramento está incorreto, a empresa pode pagar mais imposto do que deveria ou deixar de aproveitar créditos legítimos”.

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Perda silenciosa e erro frequente no setor

Um levantamento da Palin & Martins, com base em 147 empresas do agronegócio entre 2021 e 2024, apontou que 32% tinham enquadramento fiscal inadequado, gerando perdas de até 8% no resultado operacional anual.

“É uma perda silenciosa, porque não aparece como despesa no balanço, mas como lucro que deixa de existir. Muitas vezes, o erro vem desde o início da operação, com CNAE mal estruturado ou regime de apuração equivocado”, afirma Altair.

Além das perdas financeiras, o enquadramento incorreto aumenta riscos fiscais, especialmente com a intensificação das fiscalizações da Secretaria da Fazenda de São Paulo desde 2023, baseada em cruzamentos eletrônicos de notas fiscais.

Revisão tributária: momento ideal é agora

Com o último trimestre se aproximando, Altair recomenda que empresas do agronegócio revisem seus enquadramentos fiscais o quanto antes.

A mudança não se limita à alteração cadastral: exige reestruturação operacional, ajustes na documentação fiscal e adequação das rotinas de faturamento, respeitando exigências específicas de cada regime.

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Educação fiscal como estratégia de competitividade

Segundo o especialista, empresários do agro precisam profissionalizar a gestão tributária. “O sistema brasileiro é complexo e não será simplificado de forma imediata. O tributo pode ser passivo, mas também pode ser ativo, dependendo de como a empresa se posiciona”, ressalta.

Consultorias técnicas e planejamento estratégico tornam-se essenciais para reduzir perdas, ampliar créditos e manter a competitividade do negócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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StoneX ajusta leve queda na 2ª safra de milho 2025/26 no Brasil; MT e MS compensam perdas em Goiás

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A consultoria StoneX promoveu um leve ajuste na projeção da segunda safra de milho do Brasil para o ciclo 2025/26. A estimativa passou de 106,15 milhões para 106 milhões de toneladas, indicando estabilidade no cenário geral da safrinha, que já se encontra em fase inicial de colheita em algumas regiões do país.

Segundo a consultoria, o equilíbrio nacional reflete movimentos opostos entre os estados produtores: enquanto algumas regiões registraram ganhos de produtividade, outras foram impactadas negativamente por condições climáticas adversas, especialmente a irregularidade das chuvas.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sustentam produção nacional

O destaque positivo da revisão ficou com o Mato Grosso, principal produtor de milho do país. A StoneX elevou a estimativa para o estado, que agora deve alcançar 51,3 milhões de toneladas, impulsionado por melhores níveis de produtividade observados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

O Mato Grosso do Sul também apresentou revisão positiva, contribuindo para compensar as perdas registradas em outras regiões e ajudando a manter a produção nacional praticamente estável.

De acordo com a consultoria, o comportamento regional demonstra um cenário de forte heterogeneidade produtiva, em que ganhos pontuais ajudam a equilibrar perdas localizadas.

Goiás sofre impacto da seca e reduz estimativa de produção

Na contramão dos estados do Centro-Oeste com desempenho mais favorável, Goiás teve sua projeção reduzida de forma significativa. A StoneX estima agora uma produção de 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19,3% em relação ao levantamento divulgado em maio.

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O recuo é atribuído principalmente ao clima mais seco durante fases críticas do desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo em diversas áreas do estado.

Apesar da revisão negativa, o estado segue entre os importantes polos produtores da segunda safra brasileira.

Segunda safra de milho deve recuar 5,4% no comparativo anual

Mesmo com a estabilidade na revisão mensal, a StoneX projeta uma queda de 5,4% na comparação com o ciclo anterior. A segunda safra representa a maior parte da produção total de milho do Brasil, sendo fundamental para o abastecimento interno e para o mercado exportador.

A consultoria destaca que o desempenho final da safrinha ainda dependerá do andamento da colheita e da confirmação das produtividades em campo, especialmente nas regiões onde o clima foi mais irregular.

Primeira safra de milho mantém estimativa e cresce 11%

Para a primeira safra de milho 2025/26, a StoneX manteve sua projeção em 28,32 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 11% em relação ao ciclo anterior, refletindo condições mais favoráveis em parte das regiões produtoras.

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A manutenção da estimativa indica estabilidade no cenário da safra de verão, que já foi amplamente definida em termos de área e produtividade.

Safra de soja é ajustada para novo recorde histórico

A produção de soja do Brasil, já totalmente colhida, também teve leve ajuste positivo. A StoneX elevou a estimativa para 181,8 milhões de toneladas, ante 181,62 milhões no relatório anterior.

O volume confirma mais um recorde histórico para a oleaginosa, com crescimento anual de 7,7%, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador global do grão.

Perspectivas para o mercado de grãos

O cenário projetado pela StoneX reforça a tendência de oferta elevada no Brasil, com destaque para a força da soja e a estabilidade da segunda safra de milho, apesar dos impactos climáticos regionais.

O comportamento das lavouras nas próximas semanas, especialmente durante o avanço da colheita da safrinha, será determinante para validar as projeções e ajustar o balanço final da oferta de grãos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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