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Perspectivas de alta nos preços da soja no início da semana: Impactos do dólar e de Chicago

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O mercado doméstico de soja se prepara para uma abertura de semana com possíveis altas nos preços, impulsionadas pelos ganhos, ainda que moderados, do dólar e dos contratos futuros em Chicago. Os agricultores mantêm a vigilância sobre as condições climáticas e o avanço do plantio no Brasil.

De acordo com levantamento da SAFRAS & Mercado, até o dia 8 de dezembro, o plantio da safra de soja 2023/24 no Brasil alcançou 90,9% da área total esperada. Na semana anterior, esse número era de 83,3%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução, já que a área semeada era de 94,7%. A média dos últimos cinco anos é de 95,2%.

A sexta-feira foi marcada por volatilidade no mercado, com negócios em Paranaguá durante a manhã, seguidos por uma reversão de cenário após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A maioria das praças apresentou recuo nas cotações, enquanto outras mantiveram-se em valorização, sem negociações expressivas.

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Os analistas da SAFRAS & Mercado observam poucos negócios durante a semana, indicando uma comercialização ainda atrasada. Em diferentes regiões, como Passo Fundo (RS), Missões, Porto de Rio Grande, Cascavel (PR), Paranaguá (PR), Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO), os preços registraram variações.

Quanto à safra brasileira de soja em 2023/24, a estimativa da SAFRAS & Mercado aponta para uma produção total de 158,23 milhões de toneladas, um aumento de 0,3% em relação à safra anterior. Apesar da leve elevação, essa projeção representa a maior safra da história, caso se concretize. A área plantada é estimada em 45,55 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em comparação com a safra anterior.

Nos contratos futuros de soja para janeiro em Chicago, observa-se uma alta de 0,65%, atingindo US$ 13,12 1/4 por bushel. Essa recuperação é impulsionada por sinais de demanda pela oleaginosa norte-americana e preocupações renovadas sobre o tempo seco em partes do Brasil, principal exportador mundial.

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O relatório de dezembro do USDA indica uma safra norte-americana de soja de 4,129 bilhões de bushels em 2023/24, mantendo a produtividade e os estoques finais. A safra mundial de soja para o mesmo período é estimada em 398,88 milhões de toneladas, com ajustes nos estoques finais globais. O mercado permanece atento às movimentações cambiais e indicadores financeiros globais, que podem influenciar os preços da soja nos portos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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