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Café arábica inicia quarta-feira em leve queda, enquanto Londres registra alta nos preços

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Os contratos futuros de café arábica abriram a manhã desta quarta-feira (15) com leves desvalorizações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), enquanto o café robusta negociado em Londres operava em alta. As movimentações refletem as oscilações características do mercado global de café, influenciado por fatores de curto prazo.

Por volta das 08h24 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em março de 2025 apresentou queda de 50 pontos, precificado em 321,45 cents/lbp. O contrato de maio/25 recuou 55 pontos, cotado a 317,45 cents/lbp, e o vencimento de julho/25 registrou baixa de 75 pontos, sendo negociado a 311,25 cents/lbp.

Segundo o Escritório Carvalhaes, o comportamento dos contratos nas bolsas internacionais segue dominado por interesses de fundos e especuladores, resultando em uma volatilidade diária acentuada nos preços.

Mercado de café robusta registra altas em Londres

Na Bolsa de Londres, os contratos futuros de café robusta apresentaram desempenho positivo. O vencimento para janeiro de 2025 teve alta de US$ 100 por tonelada, negociado a US$ 5.028 por tonelada. Já o contrato de março/25 subiu US$ 8, alcançando US$ 4.871 por tonelada, enquanto o vencimento de maio/25 também registrou avanço de US$ 8, cotado a US$ 4.804 por tonelada.

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De acordo com a Pine Agronegócios, a recente oferta de café robusta do Vietnã contribuiu para uma redução significativa nos prêmios de exportação. Em julho de 2024, os diferenciais vietnamitas giravam em torno de +US$ 1.000 por tonelada, enquanto atualmente estão próximos de +US$ 50 por tonelada.

“A colheita no Vietnã já alcançou cerca de 70% de conclusão, mas o ritmo de comercialização permanece lento devido à diversificação da produção agrícola local e à proximidade do feriado lunar”, destacou a Pine Agronegócios.

Mercado físico brasileiro: cautela entre produtores e compradores

No Brasil, os produtores começaram a disponibilizar lotes de café no mercado físico, mas a resistência às bases de preços oferecidas pelos compradores tem limitado os negócios concretizados.

“Há forte interesse comprador para todos os padrões de café, tanto para exportação quanto para o consumo interno. No entanto, os produtores mostram pouco interesse em vender pelos valores oferecidos”, informou o Escritório Carvalhaes em boletim diário.

Cafés arábica de boa qualidade, com peneiras 17 e 18 bem-preparadas, estão sendo cotados a partir de R$ 2.250,00 por saca. Apesar disso, o mercado físico permanece com baixa liquidez diante da falta de acordo entre vendedores e compradores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

Leia Também:  Rezende lembrou ainda que a FPA tem se dedicado a defender a integridade do processo legislativo, afirmando: “A atuação incansável da Frente Parlamentar da Agropecuária na defesa do Marco Temporal e na busca por equilíbrio entre os interesses envolvidos merece destaque. A recente ação da deputada Célia Xakriabá e do deputado Chico Alencar, juntamente com a resposta firme da deputada Silvia Waiãpi na Comissão de Povos Indígenas, evidencia a importância de garantir que as decisões sejam tomadas de acordo com os princípios e normas estabelecidos. A FPA desempenha um papel crucial ao assegurar que o processo legislativo seja conduzido de maneira ética e transparente, respeitando os interesses de todos os setores envolvidos.”

Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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