AGRONEGÓCIO

Safra de laranja 2023/24 do cinturão citrícola é reestimada em 307,22 milhões de caixas

Publicado em

A segunda reestimativa da safra de laranja 2023/24 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada nesta segunda-feira (11) pelo Fundecitrus, é de 307,22 milhões de caixas de 40,8 kg – uma redução de 2,12 milhões de caixas em relação à projeção inicial divulgada em maio.

Essa redução se deve principalmente à diminuição do tamanho dos frutos das variedades Pera Rio, Valência, Valência Folha Murcha e Natal. Essas variedades não estão atingindo os tamanhos projetados por causa do volume de chuvas abaixo da média histórica que persiste desde o início das colheitas na maior parte do cinturão citrícola, explica o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) do Fundecitrus, Vinícius Trombin.

“As laranjas das variedades precoces, que já foram colhidas praticamente em sua totalidade, beneficiaram-se das chuvas abundantes do início do ano, o que provocou um aumento de 2,27 milhões de caixas, contempladas na reestimativa de setembro. Porém, as produções das variedades que estão sendo atualizadas agora foram impactadas pelas chuvas abaixo da média histórica no acumulado desde maio, levando a uma redução de 4,39 milhões de caixas na estimativa de produção dessas variedades. Em razão disso, a variação total é de 2,12 milhões de caixas”, completa Trombin.

Leia Também:  Governo Define Nova Data para Lançamento do Plano Safra 2024/25

Outro fator importante é o ritmo mais acelerado com que a colheita está progredindo, resultando em um período mais curto para o desenvolvimento dos frutos e uma quantidade significativa de laranjas colhidas antes da estação mais chuvosa do ano, época em que ocorre um maior enchimento das frutas.

Além disso, o aumento da intensidade do greening também afetou o crescimento das laranjas, pois observa-se uma variação no tamanho dos frutos em regiões com diferentes níveis de severidade da doença.

Essa redução na safra não é ainda mais significativa porque a taxa de queda prematura de frutos dessas variedades, com exceção da Natal, está menor do que a projetada, compensando parcialmente a redução do tamanho das laranjas.

Queda e peso médio dos frutos

A projeção da taxa de queda de frutos é revisada de 21% para 19%, em média, considerando todas as variedades.

Na atual reestimativa, são necessários 255 frutos para formar uma caixa de 40,8 kg, oito frutos a mais em comparação ao cenário de maio, dado que as laranjas, no geral, estão menores do que o previsto. Assim, os frutos devem encerrar a safra com 160 gramas, contrastando com o peso médio inicialmente projetado de 165 gramas. Se isso se confirmar, as laranjas apresentarão um peso inferior ao da média dos últimos 10 anos, que é de 163 gramas.

Leia Também:  Boletim de Monitoramento Agrícola destaca o impacto nas lavouras dos altos volumes de chuva no Sul do país

A Pesquisa de Estimativa de Safra é realizada pelo Fundecitrus em parceria com a Markestrat, FEARP/USP e FCAV/Unesp.

Fonte: Fundecitrus

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

Published

on

O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

Leia Também:  Açúcar: excesso de oferta impede alta dos preços mesmo com demanda firme, avalia Hedgepoint
Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

Leia Também:  Boletim de Monitoramento Agrícola destaca o impacto nas lavouras dos altos volumes de chuva no Sul do país
Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA