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Cadeia da soja e do biodiesel faturou 10,24% a mais nas exportações em 2023

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O valor exportado pela cadeia produtiva da cadeia da soja e do biodiesel aumentou 10,24% no ano passado em relação a 2022, para US$ 67,56 bilhões. Em volume, houve incremento de 24,59% do total embarcado. Os preços recuaram 11,52%. Houve aumento em valor nas exportações de soja, biodiesel e farelo de soja. Para óleo de soja, glicerol e proteína de soja houve retração em valor.

Os dados fazem parte do relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), e divulgado nesta quinta-feira (4/4).

De acordo com o estudo, o aumento das exportações da cadeia de soja e do biodiesel pode ser atribuído a uma demanda global crescente por produtos agrícolas, especialmente por parte da China, que é o principal destino das exportações brasileiras da oleaginosa.

Os embarques aumentaram para a China (21,86%), América do Norte (143,41%), Leste Asiático (2,24%) e Sudeste Asiático (1,23%). Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, em 2023, as exportações da cadeia de soja e do biodiesel totalizaram 127,34 milhões de toneladas, com aumento de 24,59% em relação ao ano anterior.

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Em relatório, o Cepea destacou que a recuperação do rebanho suíno chinês aos níveis pré-surto de peste suína africana, em 2018, contribuiu para esse aumento, uma vez que a soja é um componente essencial na alimentação animal. Outro fator que estimulou o aumento das exportações brasileiras na cadeia foi a quebra de safra na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil nesse mercado.

As exportações da soja em grão aumentaram 14,36% em 2023 em valor e 29,39% em volume. Os preços médios recuaram 11,62%. O aumento das exportações de soja in natura, segundo o Cepea, pode ser atribuído a diversos fatores, com destaque para o recorde na produção brasileira, a redução da safra de soja na Argentina e o aumento da demanda por parte da China. Outro fator que contribuiu foram as tensões geopolíticas entre os governos dos Estados Unidos e da China.

O valor exportado de farelo de soja em relação ao ano anterior cresceu 11,25%, enquanto o volume embarcado aumentou 10,42%. Os preços de exportação apresentaram uma elevação modesta de 0,75%. A redução da moagem de soja na Argentina contribuiu para esse aumento dos embarques brasileiros.

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Com relação ao óleo de soja, as exportações em valor recuaram 36,06%. Em volume, houve queda de 10,18%. Os preços de exportação apresentaram uma redução de 28,82%. O desempenho é explicado pelo aumento do consumo interno e pelos preços internacionais desfavoráveis, que desestimularam os embarques.

O biodiesel, por outro lado, teve aumento em valor exportado de 117,51%, com alta de 157,30% em volume e redução do preço externo em comparação ao ano anterior de 15,39%. O aumento das exportações do biodiesel nacional é atribuído, em parte, ao crescimento da oferta brasileira e da demanda mundial do produto, impulsionado por políticas internacionais que visam padrões mais sustentáveis e ambientalmente conscientes.

Na análise do comportamento agregado das importações, o valor da cadeia produtiva no ano de 2023 apresentou redução, de 46,87%, em relação ao ano anterior. Com isso, na comparação anual, o saldo comercial da cadeia produtiva cresceu 10,50% em valor – influenciado pelo avanço das exportações.

Fonte: Globo Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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