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Rússia estabelece preço mínimo para exportação de trigo em licitações internacionais

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Em reunião a portas fechadas na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura da Rússia orientou exportadores a não venderem trigo em licitações internacionais por menos de US$ 250 por tonelada métrica no regime FOB (free-on-board). A medida, que busca conter o fluxo de exportações, foi confirmada por duas fontes próximas ao assunto em declaração à Reuters.

A imposição de um preço mínimo visa estabilizar o mercado, à medida que a Rússia, o maior exportador mundial de trigo, enfrenta uma inflação doméstica em torno de 9%. O Sindicato dos Exportadores de Grãos da Rússia, que também participou da reunião, emitiu um comunicado corroborando a nova política, recomendando ainda que as transações sejam feitas diretamente com os compradores, sem a intervenção de terceiros. Além disso, os exportadores foram orientados a não fornecer trigo a empresas estrangeiras que adquiram o produto abaixo do preço estabelecido em licitações internacionais.

Novas diretrizes para os exportadores

O sindicato destacou que o recente aumento de exportações a preços baixos foi prejudicial ao setor, impulsionado por novos exportadores que praticaram dumping. “Essa prática deve ser eliminada”, afirmou a entidade. “O grão russo deve ser comercializado diretamente por exportadores russos.”

De acordo com uma das fontes, o Ministério concedeu aos exportadores um prazo de uma semana para implementar as novas recomendações. A expectativa de exportação de grãos da Rússia para a temporada 2024/25 está estimada entre 55 milhões e 57 milhões de toneladas.

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No entanto, a medida gerou preocupações entre os exportadores. Um operador comercial russo afirmou que a restrição obrigará os exportadores a assumir riscos anteriormente mitigados por intermediários. “Não temos ferramentas suficientes para gerenciar esses riscos”, disse à Reuters.

Aumento de impostos e cotas de exportação

Em paralelo, a Rússia já havia anunciado um aumento de 41% no imposto de exportação de trigo, elevando-o para 1.872 rublos (US$ 19,51) por tonelada em 16 de outubro, em comparação aos 1.328,3 rublos anteriores. Essa ação foi interpretada como uma tentativa adicional de conter as exportações do grão.

O novo imposto reflete os preços mais elevados praticados em leilões internacionais, como o realizado na Arábia Saudita em 7 de outubro, onde os preços variaram entre US$ 230 e US$ 243 por tonelada.

O sindicato russo já havia expressado preocupações com o envio de volumes excessivos a preços baixos e solicitou ao Ministério da Agricultura uma revisão do mecanismo de alocação de cotas de exportação para a segunda metade da temporada, que ocorre de 15 de fevereiro a 30 de junho.

Apesar do aumento no imposto, alguns operadores comerciais europeus consideraram a medida moderada, afirmando que o impacto no mercado pode ser menor do que o esperado, com uma diferença de apenas US$ 5 a US$ 6 por tonelada.

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Perspectivas de colheita

A distribuição de cotas de exportação ainda não foi definida para a temporada atual. O sindicato indicou que esse tema também foi abordado na reunião, mas sem fornecer maiores detalhes.

Recentemente, a Rússia revisou ligeiramente para baixo sua estimativa oficial para a colheita de grãos deste ano, reduzindo-a de 132 milhões para 130 milhões de toneladas, em função de condições climáticas adversas em diversas regiões produtoras.

A consultoria Sovecon, especializada no setor agrícola, divulgou na última sexta-feira uma estimativa ainda menor, projetando a colheita em 122,9 milhões de toneladas, citando rendimentos reduzidos nas regiões da Sibéria. Até o momento, os agricultores russos colheram 122 milhões de toneladas de grãos em peso bruto, correspondente a 92% da área semeada.

Segundo a ministra da Agricultura, Oksana Lut, a produção deste ano é suficiente para atender à demanda doméstica, estimada entre 85 e 87 milhões de toneladas, com o excedente destinado à exportação.

($1 = 95,9455 rublos)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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