AGRONEGÓCIO

Brasil tem negócios pontuais e menor espaço para alta nos preços do trigo

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Com o feriado de quarta-feira, o espaço para movimentações diminuiu. Além disso, vendedores mantém postura retraída diante das intervenções governamentais para garantia de preços mínimos e da recente quebra nas projeções de safra.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, os vendedores seguem elevando as pedidas. Os compradores, demonstram certa flexibilização, mas em sua maioria estão reticentes em aceitar os preços indicados.

“O sentimento é de que, com o câmbio atual e com o início da oferta argentina, o espaço para altas no mercado doméstico deve encurtar”, disse.

Conab

A colheita da safra 2022/23 de trigo está em 87,2% da área estimada para a temporada 2022/23 nos oito principais estados produtores do Brasil (Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul que representam 99,9% do total), conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 12 de novembro. Na semana anterior, a ceifa estava em 71,8%. Em igual período do ano passado, o número era de 58,9%.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita atingiu 99% da área cultivada de 1,412 milhão de hectares. A área deve ser 14% maior do que em 2022, quando cultivou 1,237 milhão de hectares.

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Segundo o Deral, 42% das lavouras estão em boas condições, 46% em situação média e 12% em situação ruim, com 100% em maturação. No dia 6 de novembro a colheita atingia 92% da área, com 38% das lavouras estavam em boas condições, 39% em situação média e 23% em situação ruim, divididas entre as fases de frutificação (2%) e maturação (98%).

A safra 2023 de trigo do Paraná deve registrar uma produção 3,855 milhões de toneladas, 10% acima das 3,515 milhões de toneladas colhidas na temporada 2022. A produtividade média é estimada em 2.729 quilos por hectare, abaixo dos 2.847 quilos por hectare registrados na temporada 2022.

Rio Grande do Sul

A colheita de trigo atinge 89% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, os trabalhos chegavam a 82%. Em igual momento do ano passado, eram 51%. A média dos últimos cinco anos é de 80%.

A área cultivada de trigo totaliza 1.516.236 hectares. A produtividade esperada era de 3.021 kg/ha, no entanto, a estimativa atual aponta 2.164 kg/ha, representando redução de 8,38%. Essa diminuição pode ser atribuída principalmente aos efeitos do fenômeno El Niño, como o excesso de chuvas e a ocorrência de geada, vento e granizo, que impactaram pontualmente a cultura em diversas fases do ciclo produtivo.

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Durante a semana, caracterizada por intervalos de tempo seco alternados com chuvas, a colheita progrediu. O produto colhido permanece com qualidade inferior e peso hectolitro (PH) abaixo dos padrões comerciais estabelecidos. As regiões Sul e Campanha apresentam alguns resultados qualitativos mais favoráveis.

Argentina

A colheita de trigo atinge 20,2% da área na Argentina. Na semana passada, eram 14,4%. Devido ao aumento das temperaturas e à falta de chuvas em algumas regiões, os trabalhos estão 10,2 pontos percentuais adiantados em relação ao ano passado.

Com a volta recente das chuvas, parte das áreas comprometidas tiveram alguma melhora durante o enchimento de grãos. Ainda assim, a avaliação do impacto das geadas trouxe rendimentos abaixo do previsto originalmente.

Assim, a Bolsa de Buenos Aires cortou sua projeção de safra de 15,4 para 14,7 milhões de toneladas. Já foram colhidas 1,848 milhão de toneladas ao longo de 1,157 milhão de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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