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Brasil sedia Conferência Internacional RTRS 2025 para debater soluções sustentáveis na produção de soja

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Nos dias 17 e 18 de setembro, São Paulo será palco da Conferência Internacional da Mesa Global da Soja Responsável (RTRS), reunindo líderes e especialistas da cadeia produtiva da soja. O evento acontece no Expo Center Norte e tem como tema “Moldando Soluções para um Futuro Sustentável”, destacando a importância da sustentabilidade no setor.

Brasil, maior produtor mundial de soja

Com 40,2% da oferta global e previsão de produção de 169 milhões de toneladas para a safra 2024/25, segundo o USDA, o Brasil consolida sua posição como principal produtor mundial da oleaginosa. Esta será a segunda vez que o país sedia a conferência da RTRS, reforçando seu papel estratégico no debate sobre práticas agrícolas responsáveis.

Agenda focada em inovação e regulamentação

A programação do evento abordará temas essenciais, como agricultura regenerativa, regulamentação de produtos livres de desmatamento pela União Europeia (EUDR), certificação RTRS — que valida a produção sustentável — e inovações tecnológicas. O objetivo é fomentar debates sobre os desafios e avanços da produção sustentável no Brasil e no mundo.

Conexão e diálogo entre os elos da cadeia

Luiza Bruscato, diretora Executiva Global da RTRS, destaca que a entidade atua como uma plataforma global, conectando todos os segmentos da cadeia da soja por meio de eventos e soluções técnicas. “A conferência será um espaço privilegiado para troca de experiências, construção de conhecimento e promoção de práticas responsáveis”, afirma.

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Destaques do primeiro dia: mercado e tendências

No primeiro dia, os participantes terão palestras e debates que exploram o papel dos diferentes atores da cadeia de valor, seus desafios e as oportunidades de mercado. A palestra magna ficará a cargo do professor Marcos Jank, do Insper, que abordará tendências e inovações para o setor de soja.

Segundo dia voltado para sustentabilidade e tecnologia

O segundo dia será dedicado a soluções em agricultura regenerativa, gestão de carbono, rastreabilidade e monitoramento, compartilhando ferramentas e práticas que apoiam a sustentabilidade no campo. A presença de líderes do setor, produtores, ONGs e reguladores promete enriquecer as discussões sobre o futuro da soja sustentável.

Evento ocorre junto ao Victam Latam

A conferência acontece paralelamente ao Victam Latam, maior evento mundial de processamento de ração animal, que atua como patrocinador-anfitrião da RTRS. Mais informações sobre o Victam Latam estão disponíveis no site: victamlatam.com/pt-br.

Field Trips oferecem imersão prática

Após o evento, entre 18 e 20 de setembro, a RTRS promoverá duas viagens de campo opcionais (Field Trips). A primeira visitará o Porto de Santos (SP), para explorar logística e operações de exportação. A segunda, em Curitiba (PR), levará os participantes a cooperativas e produtores certificados, focando em práticas de agricultura regenerativa.

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As inscrições para essas atividades estão abertas até 30 de junho e só serão confirmadas se atingirem pelo menos 20 participantes.

Inscrições e descontos

Mais detalhes sobre a conferência e as inscrições estão disponíveis no site oficial da RTRS International Conference 2025. Quem se inscrever até 18 de agosto terá desconto de 15% no valor da inscrição.

Retorno ao Brasil com sucesso

A última edição da conferência RTRS no Brasil foi em 2023, também durante o Victam Latam, reunindo autoridades, profissionais e grandes empresas para debater a sustentabilidade na cadeia da soja. O evento de 2025 promete repetir o sucesso, promovendo inovação e sustentabilidade econômica para o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novo mercado pode render R$ 520 milhões ao setor

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A autorização para exportar miúdos suínos ao mercado chinês poderá abrir espaço para embarques superiores a 100 mil toneladas por ano e acrescentar mais de R$ 520 milhões à receita da suinocultura brasileira. A abertura ocorre no momento em que o preço médio do animal vivo reage no mercado nacional, após meses de margens apertadas para os produtores.

O novo protocolo sanitário permite a venda de miúdos internos, como fígado, coração e esôfago. O Brasil já estava autorizado a fornecer partes externas valorizadas pelo consumidor chinês, como orelha, rabo e focinho.

A China importa aproximadamente R$ 13 bilhões em miúdos suínos por ano, o que torna a abertura relevante para o melhor aproveitamento da carcaça. Esses produtos já são comercializados no mercado doméstico e enviados a outros destinos, mas encontram procura maior e preços potencialmente mais elevados no país asiático.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a nova autorização poderá gerar receita adicional superior a R$ 520 milhões por ano. Os valores foram convertidos pela cotação Ptax de R$ 5,1988 registrada em 25 de setembro.

A abertura beneficia inicialmente 16 frigoríficos: sete em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul e um em Mato Grosso. Santa Catarina já possuía autorização chinesa por ser reconhecida há mais tempo como área livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento sanitário concedido ao restante do País em junho ampliou as possibilidades para unidades gaúchas e mato-grossenses.

A ABPA estima que Santa Catarina tenha capacidade para destinar 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao novo mercado. No Rio Grande do Sul, o potencial supera 40 mil toneladas, além das oportunidades abertas anteriormente para carne suína com osso e miúdos externos.

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A assinatura do protocolo não resultou em novas habilitações de frigoríficos. Uma auditoria chinesa realizada desde o dia 20 visitou fazendas, abatedouros, unidades de produção e laboratórios oficiais em seis Estados, mas terminou sem o anúncio de novas plantas autorizadas ou da retirada de suspensões aplicadas a estabelecimentos de carnes bovina e de aves.

Para a cadeia suinícola, o principal ganho está na valorização de partes do animal que possuem demanda mais limitada no Brasil. A diferença nos hábitos de consumo permite direcionar cada corte ao mercado que oferece melhor remuneração, aumentando a receita por suíno abatido sem exigir expansão equivalente da produção.

“O ganho está justamente na qualificação dessa destinação. Há uma complementaridade muito importante entre os hábitos de consumo brasileiro e chinês, que permite melhorar o aproveitamento da carcaça e agregar receita à produção”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A abertura coincide com uma recuperação das cotações no mercado interno. Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do suíno vivo subiu 4,8% em uma semana, de R$ 4,81 para R$ 5,04 por quilo.

No atacado, a média dos cortes de carcaça avançou 5,8%, de R$ 7,88 para R$ 8,34 por quilo. O pernil teve valorização de 3%, passando de R$ 9,60 para R$ 9,89.

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A reação foi sustentada pelo ajuste da oferta de animais à necessidade dos frigoríficos, que voltaram a ampliar as compras para abate. A melhora no escoamento doméstico e a competitividade da carne suína diante da proteína bovina também favoreceram a reposição dos estoques.

A valorização, entretanto, ainda não alcançou todos os produtores. Nos sistemas de integração, os preços permaneceram estáveis em R$ 4,80 por quilo no Rio Grande do Sul, R$ 4,65 em Santa Catarina, R$ 5,05 no Paraná e R$ 4,65 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O avanço concentrou-se principalmente no mercado independente.

As exportações continuam ajudando a retirar produto do mercado interno. Nos primeiros 13 dias úteis de setembro, o Brasil embarcou 79,39 mil toneladas de carne suína in natura, com receita aproximada de R$ 939 milhões. A média diária chegou a 6,1 mil toneladas.

Apesar da recuperação semanal, a cautela permanece entre os criadores. A elevada oferta para abate pressionou as cotações durante agosto e provocou prejuízos que ainda não foram recuperados. A abertura para os miúdos chineses melhora a perspectiva de receita da indústria e pode ajudar na sustentação dos preços, mas seus efeitos dependerão do início efetivo dos embarques e da capacidade de o ganho comercial chegar ao produtor.

Fonte: Pensar Agro

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