AGRONEGÓCIO

ADAMA tem formulações com mais de 60% de componentes biodegradáveis e de menor impacto ao meio ambiente

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A ADAMA, companhia integrante de uma das maiores holdings do agronegócio global, vem investindo cada vez mais esforços, tanto globalmente como no Brasil, no desenvolvimento de soluções sustentáveis exclusivas. Uma das iniciativas é a utilização de materiais biodegradáveis ou renováveis, que podem representar de 30 a 80% do conteúdo das soluções. Daniela Louro, analista de Compras da ADAMA, destaca que a prospecção e homologação de componentes biodegradáveis e renováveis já faz parte do dia a dia da área de Compras da companhia. “Para isso, buscamos cada vez mais fornecedores que nos entreguem esses componentes ‘limpos’ e que, assim como nós da ADAMA, tenham a sustentabilidade como um pilar estratégico e atuem nesse fornecimento de matéria-prima ambientalmente amigável”, afirma.

Nos últimos anos, houve um crescimento de 9% na compra e utilização desses componentes biodegradáveis. “Dentro das soluções, esses componentes são responsáveis por garantir a estabilidade físico-química do produto, além de contribuir com algumas características específicas como melhorar a adesividade, resistência a chuva, penetração, absorção, translocação, entre outras contribuindo para uma melhor eficiência agronômica, segurança de manuseio e sustentabilidade”, destaca Silvio Luiz Machado, químico e gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA.

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Desde 2018, a companhia vem investindo mais fortemente em componentes com características mais sustentáveis e, somente em 2023, dentro do que foi comprado dos principais fornecedores estratégicos de matérias-primas e produzido no Brasil, 90% são componentes biodegradáveis. “Esses componentes estão nas principais soluções do nosso portfólio, como Almada®, Armero®, Blindado®, Araddo®, Apresa® e Cheval®, por exemplo”, destaca o gerente de portfólio da companhia, Fabrício Pacheco.

Outro esforço da ADAMA na evolução de formulações em defensivos é a substituição de solventes orgânicos por água. “Essa inovação permite termos uma solução com menor impacto e que, ao mesmo tempo, aumenta a performance dos ingredientes ativos em uma formulação diferenciada”, explica Pacheco.

Também em andamento estão os testes com componentes de origem vegetal, que permitirão a combinação destes com os ativos nas soluções. “Observamos uma oportunidade de redução de 25% da quantidade do princípio ativo ao combinarmos esses componentes naturais, que têm a capacidade de potencializar a ação desse ativo, entregando mais eficiência em doses menores”, explica Pacheco. De acordo com o gerente, a expectativa é trazer essas soluções ao mercado em três anos.

Cadeia sustentável

A busca por componentes ambientalmente mais sustentáveis, faz com que a ADAMA tenha parcerias com fornecedores estratégicos. Um dos fornecedores da ADAMA, por exemplo, já trabalha com uma pegada mínima de emissão de carbono, enquanto outros possuem roteiros de descarbonização em vigor para os próximos anos e ambição de zero emissões líquidas até 2050.

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Segundo o líder em Sustentabilidade da ADAMA no país, Roberson Marczak, isso reforça o compromisso da ADAMA com a sustentabilidade e os escopos 1, 2 e 3 do Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol). Esses escopos são definidos por uma iniciativa global amplamente aceita para contabilizar e relatar emissões de gases de efeito estufa.

“Os escopos 1 e 2 tratam das emissões associadas diretamente às operações de uma empresa, enquanto o escopo 3 se refere às outras emissões indiretas que ocorrem ao longo da cadeia de valor. Nosso recém-finalizado inventário de gases de efeito estufa demonstra o nosso comprometimento com os escopos 1 e 2; e essa construção da cadeia de suprimentos cada vez mais sustentável com o escopo 3, considerado o mais amplo e desafiador para gerenciar, por estar fora do controle direto da companhia”, destaca Marczak.

Fonte: ADAMA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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