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Grão Direto utiliza dados para gerar inteligência de mercado

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Com o objetivo de ampliar sua abrangência e o potencial de seus serviços, a Grão Direto, plataforma de comercialização digital de grãos presente na América Latina, está utilizando serviços nuvem da Microsoft Azure para suportar suas plataformas, à medida que gera dados e os transforma em inteligência para orientar as estratégias da companhia. Por meio do Microsoft Azure e do Power BI, ferramentas da Microsoft, a empresa registrou cerca de 500 mil arquivos de dados nos últimos dois anos, e esta taxa está aumentando continuamente.

Fundada em 2016 como um marketplace de grãos, a empresa também atua com serviços B2B, auxiliando outras empresas do agronegócio no processo de transformação digital e em operações como trading de grãos, jornada do cliente e formalização de contratos. Com o crescimento nas operações, a empresa viu a necessidade de consolidar as milhares de informações que obtinha com as operações comerciais na plataforma, o que foi fundamental para a tomada de decisões de forma mais assertiva e realizar análises de mercado exclusivas para seus clientes.

“Muitos dados já eram registrados nas nossas diversas plataformas, mas ainda não havia o tratamento consolidado das milhões de informações de preços, transações e demais ações comerciais realizadas na plataforma. Hoje, conseguimos agrupar uma amostragem muito grande desses dados, de diversas fontes internas e externas, e, com o apoio de inteligência artificial, geramos inteligência de mercado para toda a nossa base.”, comenta Fred Marques, cofundador e CTO da Grão Direto.

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Uma das soluções utilizadas no processo de transformação digital da empresa foi o Azure Databricks, plataforma de construção de pipelines de dados e de Inteligência Artificial (IA) da Microsoft. Para Marques, a ferramenta trouxe ainda mais camadas de segurança, privacidade e usabilidade, elementos importantes para a empresa, que tem contato com um grande volume de informações de diversos produtores e organizações do agronegócio que realizam suas operações comerciais pela Grão Direto. “Conseguimos consolidar nossa base de dados de maneira simples, em uma plataforma que não precisa ser configurada em uma máquina física. É tudo feito e armazenado digitalmente em servidores cloud. Com o Azure, também conseguimos isolar e segmentar os dados de cada cliente que atendemos, preservando a privacidade e garantindo a segurança dessas informações.”, pontua ele.

A Inteligência Artificial integrada ao Azure, por sua vez, auxilia na previsão de preços médios, um dos serviços que a empresa oferece para produtores e outras empresas do agronegócio. “Hoje, além de um sistema de precificação em real time, a Grão Direto tem os preços médios do mercado futuro. Com a ajuda da IA, conseguimos dar confiabilidade aos preços de grãos em cada praça que atuamos, permitindo ao produtor conhecer melhor o momento de mercado e tomar decisões sobre a comercialização de grãos disponíveis ou que ainda nem foram colhidos”, acrescenta o executivo.

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Além de auxiliar em operações como a precificação de grãos, o registro e consolidação de dados também tem um papel importante na definição de métricas internas. Com apoio do Power BI, a empresa analisa informações como número e categoria das transações, quantidade e perfis de usuários da plataforma, além de dados de comportamento comercial de todos os usuários. Esses dados são usados para definir metas internas, mensurar resultados e orientar decisões estratégicas de negócio.

“O uso de tecnologia tem o potencial de auxiliar em uma agricultura mais sustentável e em gerar mais eficiência no cultivo e venda das commodities agrícolas. Ter uma base de dados estruturada e ferramentas para analisar essas informações é crucial para que o ecossistema agrícola utilize seus ativos, como dados, para aprimorar as estratégias de negócios”, finaliza Andrea Cerqueira, vice-presidente de Vendas Corporativas para Clientes e Startups na Microsoft Brasil.

Fonte: Edelman

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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