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Brasil perde mais de R$ 60 bilhões por ano com pragas, e biodefensivos com baculovírus ganham destaque no controle agrícola

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O Brasil, um dos maiores produtores globais de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, enfrenta perdas anuais superiores a R$ 60 bilhões devido à ação de pragas, doenças e plantas daninhas, segundo dados da Embrapa. Estima-se que as pragas possam reduzir em até 40% a produtividade agrícola, a depender da cultura e da região afetada.

Controle biológico se destaca no combate às lagartas

Diante desse cenário, o controle biológico de pragas tem se tornado uma alternativa estratégica e sustentável. As lagartas, em especial, são responsáveis por severos danos às lavouras e exigem métodos eficazes de contenção.

A startup brasileira Life Biological Control desenvolveu uma linha de biodefensivos à base de baculovírus, com o diferencial de oferecer “ação tripla”, utilizando três cepas diferentes em suas formulações. Essa abordagem amplia o espectro de controle e fortalece o manejo integrado de pragas, ao mesmo tempo em que contribui para a sustentabilidade no campo.

Maior portfólio do mercado em produtos com baculovírus

Comprometida com a promoção de uma agricultura mais produtiva e ambientalmente responsável, a Life Biological Control já possui o maior portfólio de produtos à base de baculovírus no mercado nacional. Entre os destaques estão:

  • Destroyer Sf – controle da lagarta-do-cartucho;
  • Destroyer Ci – controle da lagarta-falsa-medideira;
  • Destroyer Ha – controle da Helicoverpa;
  • Defender Duo e Defender Triple – misturas de cepas para o controle simultâneo de múltiplas pragas.
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Tecnologia com foco na eficiência e sustentabilidade

Segundo Cristiane Tibola, CEO da Life Biological Control, pesquisadora e doutora em Entomologia pela ESALQ/USP, o Destroyer é uma tecnologia altamente eficaz. “Ele atinge apenas as pragas-alvo, não afeta os insetos benéficos, tem alta taxa de mortalidade das lagartas, é de fácil manejo, viável economicamente e seguro para o meio ambiente, atendendo às demandas por sustentabilidade”, destacou.

Eficiência de controle pode ultrapassar 80%

Pesquisas realizadas pela Embrapa, que serviram de base para o desenvolvimento do produto Destroyer Sf em parceria com a Life Biological Control, revelam que o uso de baculovírus pode atingir uma eficiência superior a 80% em culturas como soja e milho. Os resultados, no entanto, variam de acordo com fatores como clima e densidade populacional da praga.

Entenda o que é o baculovírus

O baculovírus é um vírus que atinge exclusivamente insetos, principalmente lagartas, sendo altamente específico para determinadas pragas. Seu ciclo de infecção começa quando a lagarta consome folhas contaminadas com partículas virais. Uma vez dentro do corpo do inseto, o vírus se multiplica, danifica suas células e interrompe a alimentação. Em poucos dias, o inseto morre, liberando novos vírus no ambiente, prontos para infectar outras lagartas.

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Essa especificidade torna o baculovírus uma solução eficaz e ambientalmente segura para o controle biológico, ganhando cada vez mais espaço nas estratégias de manejo sustentável da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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