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UNICA: Moagem de cana-de-açúcar registra crescimento de 16%

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Foram processadas 23,90 milhões de toneladas contra 16,36 milhões. No acumulado da safra 23/24, a moagem atingiu 619,26 milhões, ante 534,14 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 15,94%.

Operaram na segunda quinzena de novembro 218 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 201 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, operaram 141 unidades produtoras. Nesta quinzena, 30 unidades encerram a moagem, enquanto no acumulado já se contabilizam 78 unidades. No ciclo anterior, até 30 de novembro, 178 usinas haviam terminado com seu período de processamento. Para a próxima quinzena, está previsto que mais 98 unidades produtoras encerarão a safra.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de novembro foi de 132,07 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 139,60 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 5,40%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 140,25 kg de ATR por tonelada (-0,61%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de novembro totalizou 1,40 milhão de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 1,04 milhão de toneladas, representa aumento de 35,03%. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 40,82 milhões de toneladas, contra 33,05 milhões de toneladas do ciclo anterior (+23,50%). A despeito do aumento, o mix produtivo na quinzena privilegiou a produção de etanol frente ao adoçante. Esse movimento é comum nesta etapa da safra, quando a qualidade da matéria-prima se deteriora e o ATR passa a ser composto por uma maior quantidade de açúcares redutores, que impedem a fabricação do açúcar.

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Na segunda quinzena de novembro, 1,25 bilhão de litros (+39,91%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 778,19 milhões de litros (+98,55%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 469,52 milhões de litros (-6,07%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de dezembro, a fabricação do biocombustível totaliza 29,85 bilhões de litros (+11,87%), sendo 17,71 bilhões de etanol hidratado (+14,74%) e 12,14 bilhões de anidro (+7,94%).

Da produção total de etanol registrada na segunda quinzena de novembro, 21% foram provenientes do milho, cuja produção foi de 257,75 milhões de litros neste ano, contra 196,81 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 30,97%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,05 bilhões de litros – avanço de 41,98% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de novembro, as vendas de etanol totalizaram 2,82 bilhões de litros, o que representa aumento de 16,13% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,11 bilhão de litros – aumento de 0,94% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,72 bilhão de litros – crescimento de 28,61%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado em novembro totalizaram 1,59 bilhão de litros – variação de 27,21% em relação ao ano passado. Desde agosto, quando o biocombustível passou a ganhar competitividade mais intensamente nas bombas, o crescimento médio em relação ao ano anterior foi de expressivos 22,17%. Tal movimento deve permanecer inerte uma vez que os dados de preços de revenda publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a semana que se encerrou em 09/12 indicam que nas cidades correspondentes a 61% do consumo nacional de combustíveis, o etanol hidratado tem apresentado paridades atrativas. No estado de São Paulo esse percentual atinge 100% do consumo. A respeito das vendas de etanol anidro, o volume comercializado foi de 938,96 milhões de litros, o que representa uma variação negativa de 1,86%. Vale mencionar que um volume de exportações robusto contribuiu para o resultado do mês, o qual totalizou 291,07 milhões de litros, que representa um aumento de 31,29%.

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No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 21,04 bilhões de litros, representando um aumento de 5,79%. O hidratado compreende uma venda no volume de 12,40 bilhões de litros (+7,32%), enquanto o anidro de 8,64 bilhões (+3,67%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 8 de dezembro indicam a emissão de 32,43 milhões de CBios em 2023. Em posse da parte obrigada do programa RenovaBio há cerca de 26,75 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, subtraída a meta referente ao ano de 2022.

Fonte: UNICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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