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Brasil avança em negociações com a China para ampliar exportações de pescados e subprodutos do etanol

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Expectativas positivas para abertura de mercado

O Ministério da Agricultura está otimista quanto à possibilidade de consolidação de novos acessos ao mercado chinês para produtos brasileiros, em especial pescados e o DDG (grãos secos de destilaria com solúveis), subproduto do etanol de milho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22/4) pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, Luis Rua.

Segundo ele, os temas serão discutidos durante encontro com a vice-ministra da Administração Geral da Alfândega da China (GACC), Lyu Weihong, em Brasília.

Produtos em pauta e expectativas para breve avanço

De acordo com Rua, os dois produtos estão entre os mais de 50 tópicos que compõem a agenda bilateral Brasil-China. “É difícil afirmar que haverá avanço imediato, mas temos expectativas bastante positivas, ainda que a curto prazo”, disse o secretário.

Habilitação de frigoríficos também será discutida

A possível habilitação de novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne à China também está entre os temas do encontro. Rua destacou, no entanto, que esse tipo de solicitação é recorrente em reuniões com autoridades chinesas.

Ele comentou ainda sobre a recente reprovação de 28 frigoríficos pelo governo chinês, considerando o procedimento como “normal e corriqueiro”. A intenção do governo brasileiro é compreender os critérios técnicos exigidos pela China e discutir planos de ação para eventuais não conformidades.

Oportunidades com a saída dos EUA do mercado chinês

Com a imposição de tarifas adicionais por parte dos Estados Unidos à China, o Brasil pode ampliar suas exportações de soja, carne de frango e carne suína para o mercado chinês. Para Rua, o Brasil se posiciona como um parceiro “seguro, estável e confiável” em um contexto global de instabilidade geopolítica e comercial.

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Oferta de soja e carnes à disposição dos chineses

A confirmação de uma safra recorde de soja em 2025 garante ao Brasil disponibilidade para atender à demanda chinesa, caso haja interesse por parte do país asiático. O mesmo vale para carnes de frango e suína. Atualmente, os EUA respondem por quase 40% da carne de aves consumida pela China e 16% das importações chinesas de carne suína — participação semelhante à do Brasil.

“Vejo maior possibilidade no caso da carne de frango, dadas as condições atuais, e também da carne suína. Se a China desejar, o Brasil pode apoiar”, afirmou Rua.

Carne bovina: Brasil já ocupa espaço relevante

No caso da carne bovina, o Brasil já detém cerca de 50% do mercado chinês, enquanto os EUA representam apenas 8%. A não renovação recente da habilitação de quase 400 frigoríficos norte-americanos, somada às novas tarifas impostas, pode abrir espaço adicional para os produtos brasileiros.

“Com as tarifas, torna-se inviável a venda dos EUA à China. O Brasil tem condição de ocupar parte desse espaço, caso seja necessário”, disse Rua, reforçando que o país está pronto para colaborar conforme a demanda chinesa.

Estratégia brasileira diante de disputas comerciais

Sem comentar diretamente as declarações chinesas sobre possíveis retaliações a países que priorizarem acordos com os EUA, Rua afirmou que o Brasil manterá sua linha de atuação baseada na neutralidade e na diplomacia. “Nos cabe o papel de promover a geopolítica da paz”, disse o secretário, referindo-se à posição brasileira em disputas entre grandes potências.

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Certificação eletrônica e missões comerciais na China

Rua destacou que a relação com a China atingiu um nível inédito de maturidade e transparência. As negociações para implementação da certificação eletrônica nas exportações brasileiras estão avançadas. Em maio, o ministro Carlos Fávaro e representantes de sete setores exportadores estarão na China, acompanhando a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Empresários brasileiros também participarão da feira Sial e de eventos no interior do país.

Impactos das tarifas dos EUA ainda são incertos

Apesar das tarifas adicionais de 10% impostas pelos EUA desde 2 de abril a diversos produtos brasileiros, o Ministério da Agricultura ainda considera precoce avaliar os impactos dessas medidas. Segundo Rua, não houve até o momento manifestações de preocupação por parte dos setores exportadores.

Produtos como carne bovina, suco de laranja, café, açúcar e itens florestais compõem a pauta de exportação brasileira aos Estados Unidos. No caso da carne bovina, a tarifa total pode chegar a 39%. “Ainda não temos dados consolidados de abril para mensurar efeitos reais. Vamos acompanhar com atenção”, finalizou Rua.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho recua em maio com expectativa da segunda safra e pressão do mercado externo

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O mercado brasileiro de milho encerrou maio em ritmo de queda nos preços, refletindo a expectativa pela chegada da segunda safra ao mercado, estimada em mais de 99 milhões de toneladas, além da pressão exercida pelo cenário internacional e pelo câmbio mais valorizado ao longo do mês.

De acordo com levantamento da Consultoria Safras & Mercado, os produtores intensificaram a oferta de milho durante maio, embora ainda tentando sustentar preços mais elevados. Do outro lado, consumidores adotaram postura cautelosa, realizando apenas compras pontuais para reposição imediata, na expectativa de novas baixas nas cotações com o avanço da colheita da safrinha.

A colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em junho, o que tende a ampliar a pressão sobre os preços internos. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do milho brasileiro nos portos, impactando diretamente a formação dos preços domésticos.

Clima reduz preocupação com geadas, mas seca preocupa em Goiás e Minas Gerais

As previsões de geadas nas principais regiões produtoras não se confirmaram ao longo de maio, mantendo as lavouras de milho em boas condições na maior parte do país. O cenário climático acabou favorecendo o desenvolvimento da segunda safra e afastando temores de perdas mais significativas.

Entretanto, produtores de Goiás e Minas Gerais seguem em alerta devido à escassez de chuvas. A falta de precipitações pode comprometer a produtividade das lavouras e provocar perdas localizadas na reta final do ciclo.

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Bolsa de Chicago cai com clima favorável nos Estados Unidos

No mercado internacional, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram predominância de baixa, especialmente na segunda metade de maio. O avanço do plantio e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor dos Estados Unidos aumentaram as perspectivas de uma safra robusta no país.

Outro fator que influenciou negativamente as cotações foi a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo ajudou a pressionar os preços do petróleo, reduzindo o suporte ao mercado de biocombustíveis e contribuindo para a queda do milho em Chicago.

Preços do milho registram queda em diversas regiões produtoras

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 em 28 de maio, representando retração de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no fim de abril.

No Paraná, a cotação em Cascavel caiu 4,76%, passando de R$ 63,00 para R$ 60,00 por saca. Em Campinas (SP), no mercado CIF, o milho recuou 5%, encerrando o mês em R$ 66,50.

Na região da Mogiana paulista, a desvalorização foi ainda mais intensa, com queda de 7,69%, saindo de R$ 65,00 para R$ 60,00 por saca.

Em Rio Verde, Goiás, o cereal fechou maio cotado a R$ 57,00, recuo de 5% em relação ao mês anterior. Já em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram estáveis em R$ 52,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, Erechim registrou leve queda de 0,74%, com a saca negociada a R$ 67,50. Em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 59,00.

Exportações de milho disparam em maio

As exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 201,735 mil toneladas do cereal nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,449 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações somou US$ 53,774 milhões no período, com média diária de US$ 3,585 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 314,1% no valor médio diário exportado e avanço expressivo de 625,5% no volume médio diário embarcado. Em contrapartida, o preço médio da tonelada apresentou desvalorização de 42,9%.

O mercado segue atento ao avanço da colheita da segunda safra no Brasil, ao comportamento do câmbio e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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