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BSCA alerta para impacto de tarifa de 50% dos EUA sobre cafés especiais brasileiros

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) expressou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre a importação de cafés especiais do Brasil. A medida foi oficializada nesta terça-feira, 30 de julho, por ordem assinada pelo presidente Donald Trump.

Impacto direto no principal mercado consumidor

Os Estados Unidos são o principal destino dos cafés especiais brasileiros, importando cerca de 2 milhões de sacas por ano. Esse volume representa uma receita anual superior a US$ 550 milhões para o Brasil. A BSCA destaca que a nova taxação pode comprometer severamente esse fluxo comercial.

Consequências para a cadeia global do café especial

Segundo a entidade, a imposição da tarifa pode afetar toda a comunidade internacional envolvida com cafés de qualidade, especialmente Brasil e Estados Unidos — o primeiro, como maior fornecedor global, e o segundo, como maior consumidor desse segmento.

Setor cafeeiro norte-americano também pode ser afetado

A BSCA lembra ainda que a indústria do café nos EUA emprega mais de 2 milhões de pessoas e movimenta cerca de US$ 340 bilhões por ano, o que equivale a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O Brasil é o principal fornecedor de café para essa indústria, o que torna o impacto da tarifa ainda mais relevante.

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BSCA defende diálogo para preservar parcerias e empregos

Diante desse cenário, a associação reforça a importância de um diálogo aberto entre os dois países para tentar reverter a taxação. A entidade defende que é necessário preservar os empregos, a geração de renda e uma parceria comercial construída ao longo de décadas entre Brasil e Estados Unidos.

Apelo por uma solução que evite prejuízos ao setor

A BSCA conclui seu posicionamento enfatizando que o diálogo é essencial para proteger não apenas os produtores brasileiros de cafés especiais, mas também a indústria cafeeira norte-americana e, sobretudo, os consumidores dos Estados Unidos, que valorizam a qualidade do café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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