AGRONEGÓCIO

Conferencia mobiliza mais de R$ 7 trilhões e traz avanços para o agronegócio

Publicado em

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) chegou ao fim oficialmente nesta sexta-feira (21.11), em Belém, Pará, mas, na prática, a conferência ainda não acabou. Como ocorre todos os anos, o evento só termina de verdade quando os países fecham consenso sobre o documento final — algo que ainda está em negociação e que deve se estender pelo fim de semana. Para o agronegócio brasileiro, porém, o saldo já é visível: a conferência consolidou avanços importantes e posicionou o agro nacional como parte das soluções climáticas, não do problema.

Ao longo das duas semanas, temas relevantes para o setor avançaram, especialmente no que diz respeito ao financiamento climático. O texto mais recente das negociações mantém a meta de mobilizar mais de R$ 7 trilhões anuais a partir de 2035 para adaptação e mitigação. O setor rural acompanha essa discussão de perto, já que parte desses recursos poderá ser direcionada à agricultura que adota práticas sustentáveis, desde manejo de solo até recuperação de áreas degradadas. Houve percepção geral de que o Brasil conseguiu demonstrar, com clareza, que possui projetos sólidos e escaláveis nesse campo.

Leia Também:  Exportações de carne de frango disparam em outubro e atingem segundo maior volume histórico, aponta Cepea

Outro ponto que dominou os corredores da COP foi a discussão energética. Apesar da pressão de alguns países, dificilmente o documento final trará menção ao fim dos combustíveis fósseis — um tema travado por tensões geopolíticas e interesses de grandes produtores de petróleo. Para o agro, isso abre oportunidade para reforçar a relevância dos biocombustíveis. Especialistas lembram que, para fazer diferença global, seria necessário quadruplicar a produção mundial, e o Brasil surge com forte potencial de expansão sobre áreas já abertas.

A COP 30 também serviu como vitrine da agricultura tropical. A AgriZone, espaço dedicado ao tema, mostrou a delegações estrangeiras que há diferentes modelos agrícolas e que sistemas tropicais bem manejados conseguem reduzir emissões, aumentar produtividade e recuperar áreas improdutivas. Esse reconhecimento apareceu nas discussões formais, que reafirmaram um ponto fundamental para o Brasil: qualquer transição para economias de baixa emissão não pode comprometer a segurança alimentar mundial.

O setor, porém, não deixou de apontar falhas. A participação do agro na zona de negociações formais ficou aquém do ideal devido ao número reduzido de credenciais distribuídas ao Ministério da Agricultura e a entidades do setor. Representantes que acompanharam as conversas destacam que, embora a presença na AgriZone e em espaços paralelos tenha sido forte, o acesso limitado à área central da COP prejudica o diálogo direto com delegações e negociadores.

Leia Também:  Expodireto Cotrijal deve ser termômetro do investimento rural em 2026

Apesar disso, o balanço geral é positivo. A agricultura brasileira saiu da COP 30 com maior visibilidade, posicionamento mais claro e abertura para receber investimentos internacionais vinculados a práticas sustentáveis. E enquanto as negociações finais seguem nos bastidores, o recado já está dado: o agro quer ocupar seu espaço nas decisões climáticas e pretende chegar ainda mais preparado à COP 31, quando sistemas alimentares serão tema central — e o debate sobre agricultura estará inevitavelmente no centro da mesa.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá realiza audiência pública no dia 21 para debater alteração da Lei de Parcelamento do Solo

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, realizará no dia 21 deste mês uma audiência pública para debater a alteração da Lei Complementar 389/2015, que trata do uso e ocupação do solo no município de Cuiabá. O encontro será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação, às 19h, e contará com a participação dos munícipes.

A alteração prevê que o parcelamento mínimo dos lotes seja de 200 m², com o objetivo de proporcionar mais benefícios aos moradores, garantindo mais dignidade no uso do espaço, além de melhor qualidade de vida e conforto urbano e ambiental.

Após a consolidação das sugestões apresentadas na audiência pública, a minuta do projeto de lei seguirá para discussão no Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE). Na sequência, será encaminhada à Câmara Municipal para apreciação e votação dos vereadores.

Serviço

O que: Audiência Pública

Quando: Dia 21/05 (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Rua Diogo Domingos Ferreira, 292, bairro Bandeirantes)

Leia Também:  Dólar abre em queda com alívio geopolítico e impacta mercados globais

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA