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Brasil Alcança Novo Recorde em Exportações de Carne Bovina em Setembro

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As exportações brasileiras de carne bovina atingiram um novo recorde em setembro de 2024, com o embarque de 286.750 toneladas, resultando em um faturamento de US$ 1,258 bilhão. Esse volume representa um aumento de 7,12% em comparação ao recorde anterior, registrado em julho deste ano. O faturamento de setembro se destaca como o terceiro maior da história do setor, ficando atrás apenas de agosto e setembro de 2022, quando os preços médios da carne, influenciados pela pandemia, alcançaram picos de US$ 5,9 mil e US$ 5,7 mil por tonelada, respectivamente.

Em relação ao mês de agosto de 2024, houve um crescimento expressivo de 15,6% no volume exportado e de 17,4% no faturamento, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec, afirma que o aumento nas exportações reflete os esforços contínuos do setor privado, em colaboração com o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Itamaraty, do MDIC e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Estamos comprometidos em ampliar a presença da carne bovina brasileira nos mercados internacionais, com foco na diversificação de destinos e na consolidação em mercados tradicionais, como a China”, destacou Camardelli.

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Atualmente, o Brasil exporta carne bovina para mais de 150 mercados ao redor do mundo. O projeto Brazilian Beef permanece como um dos pilares da estratégia de promoção e expansão, com o objetivo de garantir competitividade e aumentar a presença da carne bovina brasileira nos principais mercados globais.

“Os números de setembro demonstram que o Brasil não apenas se consolidou como um dos maiores fornecedores globais de carne bovina, mas também está preparado para atender à crescente demanda por alimentos de alta qualidade e segurança alimentar. Nossa competitividade provém de investimentos contínuos em tecnologia, rastreabilidade e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva”, complementa Camardelli.

Dados de Janeiro a Setembro de 2024

Entre janeiro e setembro de 2024, as exportações totalizaram 2,1 milhões de toneladas de carne bovina, com um faturamento de US$ 9,16 bilhões. Em comparação aos primeiros nove meses de 2023, os embarques aumentaram 28,3%, enquanto o faturamento cresceu 20%.

A China, que representa 44,5% das exportações brasileiras de carne bovina no acumulado do ano, aumentou suas compras em 10%. Contudo, o faturamento recuou 0,9%, reflexo de ajustes nos preços médios praticados.

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Os Estados Unidos apresentaram um crescimento expressivo de 58% no volume de importações e de 48,7% na receita, totalizando 147 mil toneladas e US$ 867,4 milhões em faturamento.

Outro destaque foi o mercado dos Emirados Árabes Unidos, que se consolidou como um importante hub para a região do Oriente Médio. Os embarques para o país cresceram 162%, saltando de 45,7 mil para 120 mil toneladas no acumulado de 2023 e 2024. O faturamento mais que dobrou, com uma alta de 168%, passando de US$ 203 milhões para US$ 547 milhões.

Os 15 principais mercados de destino da carne bovina brasileira registraram crescimento em volume no acumulado de 2024, destacando-se os incrementos para México, Argélia e Filipinas, além da Turquia, refletindo parte das exportações ao Irã.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais avançam com tecnologia chinesa, enquanto Ibovespa opera sob pressão de tensões geopolíticas e tarifas dos EUA

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Os mercados financeiros iniciaram esta terça-feira (2) divididos entre o otimismo gerado pelo avanço das empresas de tecnologia e inteligência artificial na Ásia e a cautela provocada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

Na China, os principais índices acionários encerraram o pregão em alta. O índice de Xangai avançou 0,4%, enquanto o CSI 300 registrou valorização de 1,5%, refletindo o fortalecimento das ações ligadas à inovação tecnológica e ao setor de inteligência artificial.

O destaque da sessão ficou para Hong Kong, onde o índice Hang Seng disparou 2,5%, impulsionado principalmente pela forte valorização da Tencent. As ações da gigante chinesa saltaram mais de 10% após notícias sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta de inteligência artificial integrada ao WeChat, plataforma com centenas de milhões de usuários.

Tensões entre EUA e Irã mantêm investidores em alerta

Apesar do bom desempenho das bolsas asiáticas, o cenário internacional continua marcado pela aversão ao risco.

Os investidores acompanham com atenção o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após a interrupção das negociações indiretas entre os dois países e a troca de novas ameaças diplomáticas e militares. O conflito tem provocado volatilidade nos mercados globais e sustentado os preços internacionais do petróleo em patamares elevados.

Além do Oriente Médio, o mercado segue monitorando os desdobramentos das políticas comerciais americanas e possíveis novas tarifas de importação que podem impactar fluxos globais de comércio e crescimento econômico.

Ibovespa busca estabilidade após sequência de quedas

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão próximo da estabilidade, operando na faixa dos 172 mil pontos, após encerrar a sessão anterior no menor nível desde janeiro. O mercado doméstico continua refletindo o ambiente de cautela observado no exterior, especialmente diante do cenário geopolítico e das incertezas sobre a economia global.

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Na segunda-feira (1º), o principal índice da B3 fechou em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, acumulando cinco pregões consecutivos de perdas. O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros, pela pressão sobre ações de mineração e bancos e pelo aumento da busca por ativos considerados mais seguros.

Petrobras lidera negócios e acompanha alta do petróleo

Entre as ações mais negociadas da bolsa brasileira, a Petrobras voltou a ocupar posição de destaque.

Os papéis da estatal são beneficiados pela valorização do petróleo no mercado internacional, sustentada pelas incertezas envolvendo a oferta global da commodity. A companhia aparece como um dos principais fatores de suporte ao Ibovespa neste início de semana.

Já a Vale opera com viés mais cauteloso, acompanhando oscilações do mercado de commodities metálicas e preocupações com o ritmo da atividade econômica global.

No setor financeiro, ações de grandes bancos como Itaú Unibanco e Banco do Brasil apresentam desempenho mais moderado, contribuindo para limitar uma recuperação mais consistente do índice.

Tecnologia e varejo lideram altas na B3

Entre os destaques positivos do pregão, empresas ligadas à tecnologia e ao consumo apresentam desempenho superior ao mercado.

A Totvs figura entre as maiores altas do índice, impulsionada por revisões positivas de instituições financeiras e pela perspectiva de crescimento da demanda por soluções digitais. O setor de varejo também registra avanço, com destaque para as ações da Lojas Renner.

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Na ponta negativa, empresas ligadas à siderurgia, mineração e proteínas animais enfrentam maior pressão dos investidores. Entre os destaques de baixa aparecem CSN e Minerva, refletindo ajustes de mercado e oscilações nas expectativas para demanda global.

Dólar recua e agenda econômica segue no radar

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a operar próximo de R$ 5,01, mantendo a trajetória de enfraquecimento observada ao longo de 2026.

A valorização do petróleo tem favorecido moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, ajudando a sustentar o real mesmo em um ambiente internacional mais turbulento.

Ao longo do dia, investidores permanecem atentos aos indicadores de inflação da Zona do Euro e aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados fundamentais para as próximas decisões de política monetária das principais economias do mundo.

Agronegócio acompanha impacto dos mercados globais

Para o agronegócio brasileiro, o comportamento dos mercados internacionais continua sendo um fator estratégico. A evolução do dólar, dos preços das commodities, do petróleo e do ambiente geopolítico influencia diretamente os custos de produção, os preços agrícolas, a competitividade das exportações e o fluxo de investimentos para o setor.

Com a volatilidade global em alta, produtores rurais, exportadores e agentes financeiros seguem monitorando atentamente os desdobramentos econômicos e políticos que podem definir o rumo dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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