AGRONEGÓCIO

ApexBrasil e associação de franchising renovam parceria internacionalizar franquias brasileiras

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Quase R$ 3,8 milhões para promover o modelo de negócios das franquias brasileiras nos principais mercados internacionais. Buscando garantir esse investimento no setor, foi assinada, nesta quinta-feira (8), a renovação do projeto Franchising Brasil, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira de Franchising (ABF). A renovação foi assinada, em São, Paulo, durante evento do setor.

A assinatura aconteceu no âmbito do evento Pós-NRF 2024, organizado pela ABF. O encontro compartilhou, com o público brasileiro, tendências e insights apresentados em janeiro durante a National Retail Federation Big Show 2024, a principal feira de Varejo & Consumo do mundo, em Nova York. Além disso, franqueadas do Brasil contaram experiências bem-sucedidas de internacionalização de suas marcas.

Entre os presentes, estavam o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e o diretor de Gestão Corporativa da Agência, Floriano Peixoto, além do presidente da ABF, Tom Moreira Leite, e do gestor da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, Ivan Hussn. Gestores das principais redes de franquias do país também compareceram à Pós-NRF 2024.

“O franchising alimenta a economia brasileira e gera empregos, renda e qualificação profissional no país. Não é fácil alcançar o crescimento que o setor tem apurado. Esse é o resultado de um trabalho consistente, com capilaridade. Esperamos ver em 2024 mais um crescimento do setor na casa de dois dígitos e muito estímulo para que mais franquias sejam abertas em todo o Brasil, impulsando as exportações brasileiras”, disse o presidente Jorge Viana, na ocasião.

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No próximo biênio, o aporte financeiro do projeto Franchising Brasil buscará viabilizar iniciativas estruturantes e de comunicação, promoção e feiras internacionais, alinhadas com as diretrizes estratégicas da Agência. Entre elas, agendas ESG, inclusão e diversidade no franchising, além de atenção prioritária ao desenvolvimento internacional de franquias originárias do Norte e Nordeste.

A meta é atingir 180 empresas apoiadas e ampliar para 1.190 o número de operações internacionais de marcas brasileiras apoiadas ao final de 2025, tendo Estados Unidos, Panamá, México, Chile, Colômbia, Paraguai, China e Emirados Árabes Unidos como mercados prioritários.

O mercado de franquias brasileiras

De acordo com a ABF, em 2023 o mercado de franquias brasileiro faturou mais de R$ 240 bilhões, com crescimento de 13,8% em relação a 2022, e gerou cerca de 1,7 milhão de postos de trabalho. O segmento de alimentação (food service) apresentou o melhor desempenho da lista, seguido de saúde, beleza e bem-estar e de hotelaria e turismo.

Chilli Beans, Grupo Boticário, Localiza e Kumon Instituto de Educação são algumas das marcas brasileiras amplamente franqueadas no país e no exterior, com o apoio do projeto Franchising Brasil. Entre os principais mercados de operação das franquias do Brasil estão EUA, Portugal, Paraguai, Bolívia e Colômbia, seguidos por Chile, Uruguai, Mexico, Argentina e Espanha.

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Sobre o Franchising Brasil

Em vigor desde 2005, o projeto Franchising Brasil visa apoiar a estratégia de internacionalização das redes brasileiras de franquias e sua promoção comercial nos principais mercados internacionais. A iniciativa é uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Até 2023, foram apoiadas 178 marcas de franquias brasileiras em diferentes níveis de maturidade internacional e dos mais variados segmentos, incluindo moda, beleza e saúde, alimentação e serviços.

Durante esse período, o projeto celebrou resultados consistentes, consolidando a internacionalização de franquias brasileiras. Em 2005, o Brasil possuía apenas 50 franquias internacionalizadas, ao passo que em 2022, esse número saltou para 213, o que representa um crescimento de 326%.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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