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Bom Retiro Agronegócio Enfrenta Desafios Climáticos com Inovação em Microbiologia do Solo

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A agricultura, quando submetida a condições climáticas adversas, exige abordagens inovadoras para garantir tanto a produtividade quanto a sustentabilidade das lavouras. Em Artur Nogueira (SP), onde as estiagens severas dos últimos anos desafiaram a resistência das plantações, a busca por soluções para fortalecer o solo tem sido fundamental para os produtores locais. Entre eles, Elisângela Mendes Sarpa, sócia-proprietária do Bom Retiro Agronegócio, que implementou um manejo diferenciado com a biotecnologia Microgeo®, obtendo resultados positivos significativos na cana-de-açúcar cultivada na propriedade.

O solo é um ecossistema dinâmico, habitado por microrganismos essenciais à nutrição das plantas e à resiliência das lavouras. Marco Antonio Farias, Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Microgeo, destaca que o microbioma do solo tem papel fundamental na agricultura. “A diversidade microbiana contribui para a decomposição da matéria orgânica e a liberação de nutrientes, promovendo uma conexão mais eficiente entre solo e planta. A restauração desse microbioma melhora a estrutura do solo, aumenta a sua capacidade de retenção de umidade e fortalece o sistema radicular, o que facilita a absorção de água e mitiga os impactos de estresses hídricos”, explica.

Para Elisângela, a utilização do Microgeo® trouxe uma melhoria substancial na estrutura do solo, favorecendo o desenvolvimento das raízes da cana e aumentando sua capacidade de recuperação após períodos de seca. “Notamos que as plantas apresentam raízes mais profundas e já observamos mudanças significativas na fauna microbiana”, afirma.

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A recomendação do uso do Microgeo® veio do consultor Weber Valério, da Agrociência, e foi inicialmente aplicada em áreas de teste. O sucesso inicial levou à expansão do uso para 3 mil hectares no ano seguinte, abrangendo atualmente toda a área cultivada da propriedade.

Em 2024, quando a região enfrentou uma das secas mais intensas dos últimos anos, comparável à de 2014, a cana tratada com Microgeo® mostrou-se mais resistente à falta de água, respondendo rapidamente à chegada das primeiras chuvas. “A cana sofreu menos com a seca e teve uma excelente recuperação com a primeira chuva. O solo, agora mais rico em microrganismos benéficos, tem proporcionado retornos muito positivos”, relata a produtora.

Além de aumentar a resistência à seca, a adoção do Microgeo® gerou avanços consideráveis na produtividade, com um aumento significativo no TCH (toneladas de cana por hectare). “O Microgeo® foi exatamente o que procurávamos enquanto produtores. Esperamos um retorno significativo, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade do nosso negócio. Nosso objetivo é continuar produzindo cana-de-açúcar de forma cada vez mais sustentável”, afirma Elisângela.

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A propriedade conta com uma bioestação de 200 mil litros, o que permite a aplicação eficiente e rápida do produto. “O manejo é simples, os caminhões são abastecidos rapidamente e conseguimos trabalhar de forma fluida”, explica Elisângela. Ela também destaca o apoio técnico fornecido pela Microgeo®. “Sempre que surgem dúvidas ou precisamos de orientação, a equipe está pronta para nos auxiliar. Isso faz toda a diferença, pois conseguimos aplicar o produto com segurança e obter os melhores resultados”, complementa.

Farias detalha que o Microgeo® é um composto balanceado que nutre, regula e mantém o Processo de Compostagem Líquida Contínua (CLC). O composto líquido gerado pela Bioestação Microgeo (BEM) restabelece o microbioma do solo, garantindo a sustentabilidade e a produtividade em áreas agrícolas, pecuárias e florestais. A biotecnologia Microgeo® pode ser aplicada por pulverização ou fertirrigação, independentemente das condições climáticas e em conjunto com outros insumos, sejam químicos ou biológicos, ou fertilizantes.

Para Elisângela e sua equipe, a expectativa é que os benefícios do Microgeo® se intensifiquem ao longo do tempo, consolidando um modelo de produção cada vez mais sustentável.

Um vídeo com o depoimento de Elisângela está disponível no seguinte link: Vídeo Depoimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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