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PNAT 2023: reprodutores classificados somam 13.150 doses de sêmen distribuídas

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Os reprodutores classificados na edição de 2023 do PNAT (Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens) já tiveram 13.150 doses de sêmen distribuídas em fazendas de 17 unidades federativas do país. No total, 20 touros foram selecionados pelo programa no ano passado, incluindo exemplares das raças Nelore, Nelore Mocho, Sindi e Tabapuã.

Entre os reprodutores classificados, 17 tiveram suas doses de sêmen coletadas em centrais de genética: 13 animais da raça Nelore; dois touros Nelore Mocho; outros dois da raça Sindi e três reprodutores Tabapuã. Os criadores interessados em adquirir esta genética fizeram seus pedidos à ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e já receberam as doses em suas propriedades.

“Anualmente, o PNAT demonstra na prática o seu potencial para o desenvolvimento de rebanhos de todo o país. Trata-se do maior e melhor teste de desempenho de touros jovens das raças zebuínas, que permite a avaliação destes animais e de suas progênies de forma eficiente e sistemática, aumentando de forma notável a confiabilidade dos valores genéticos apresentados pelo PMGZ”, aponta o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.

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De acordo com o gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da entidade, Ricardo Abreu, uma das principais novidades desta edição do PNAT é a inclusão de rebanhos participantes do PMGZ Comercial, além do PMGZ Corte.

“Com o objetivo de democratizar o acesso à genética de touros jovens melhoradores e avaliados, um total de 3.910 doses de sêmen foram distribuídas por propriedades que abrigam rebanhos participantes da modalidade comercial, consolidando o melhoramento genético sem fronteiras”, conta Ricardo.

Além disso, vale ressaltar que a Fazenda Escola da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), localizada no município mineiro, também recebeu a genética das quatro raças.

“Uma das fases mais importantes do PNAT é o teste de progênie dos touros aprovados e votados na ExpoGenética – isso agiliza a disponibilização das avaliações zootécnicas e genéticas desses animais nos programas de melhoramento genético da ABCZ. Todo esse processo faz com que o PNAT seja considerado a maior fonte genética de touros jovens do país para as centrais de inseminação artificial”, destaca o gerente.

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Ainda de acordo com Ricardo, o criador interessado em adquirir a genética dos touros PNAT deve entrar em contato com a ABCZ o quanto antes, já que restam poucas doses disponíveis nas centrais.

“O PNAT é uma importante ferramenta de descoberta de novos reprodutores. Esses animais passam por rigorosos crivos de seleção até chegarem à propriedade do criador. Além de contribuir para evolução genética de cada rebanho colaborador, esses jovens touros têm significativa participação na difusão do melhoramento genético zebuíno por todo o Brasil”, avalia Carla Martins, analista técnica do PMGZ Comercial.

O prazo para realizar a solicitação encerra-se no dia 30 de abril – vale lembrar que as doses são oferecidas sem custo para os rebanhos colaboradores do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuinos) e do PMGZ Comercial.

Para mais informações, acesse: www.abcz.org.br/pmgz/pnat/rebanho-colaborador.

Confira abaixo os números de doses de sêmen distribuídas em rebanhos PO e comerciais, divididos por raça:

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Fonte: ABCZ

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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