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Bolsas da China fecham em leve alta com dados econômicos mistos e tensão geopolítica

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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram a sessão desta segunda-feira (16) em leve alta, impulsionados principalmente por ações dos setores imobiliário e de tecnologia. No entanto, os investidores mantiveram cautela diante de dados econômicos divergentes e do aumento das tensões geopolíticas, o que restringiu o apetite por risco nos mercados.

O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 0,25%, enquanto o índice SSEC, da Bolsa de Xangai, avançou 0,35%. Já o Hang Seng, referência em Hong Kong, registrou alta de 0,7%.

No cenário econômico, a produção industrial da China em maio desacelerou, atingindo seu menor ritmo em seis meses. Por outro lado, as vendas no varejo apresentaram recuperação, beneficiadas por um feriado prolongado e por descontos em plataformas de comércio eletrônico, que começaram em meados de maio. Analistas do UBS destacam que esses fatores ajudaram a impulsionar o consumo, mas ainda é incerto se esse momento positivo poderá se sustentar, especialmente com a diminuição dos programas de incentivo ao consumidor e a indefinição sobre as tarifas comerciais na relação China-Estados Unidos.

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No âmbito geopolítico, mísseis iranianos atingiram nesta segunda-feira as cidades israelenses de Tel Aviv e Haifa, causando destruição de residências e aumentando a aversão ao risco nos mercados globais.

O setor imobiliário foi um dos destaques positivos, com as ações subindo 2,4% na China e 2,0% em Hong Kong, após declarações de um porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas chinês afirmando que as medidas para conter o declínio do setor imobiliário estão ganhando força. As ações de empresas de inteligência artificial na China avançaram 0,9%, enquanto as principais companhias de tecnologia listadas em Hong Kong tiveram alta de 1,2%.

No restante da Ásia-Pacífico, o índice Nikkei, de Tóquio, subiu 1,26%, e o Kospi, de Seul, teve valorização de 1,80%. Em contrapartida, o Taiex de Taiwan e o Straits Times de Cingapura registraram leves quedas, de 0,10% e 0,08%, respectivamente. Já o índice S&P/ASX 200 de Sydney ficou praticamente estável, com alta marginal de 0,01%.

Em resumo, apesar da desaceleração na produção industrial, o fortalecimento do varejo e o avanço em setores estratégicos ajudaram a sustentar as bolsas chinesas. Porém, a incerteza quanto às tarifas comerciais e o cenário geopolítico delicado continuam a limitar ganhos mais expressivos e deixam o mercado em alerta.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais

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O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.

Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.

A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.

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Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim

A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.

O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.

AGU destaca avanço logístico e redução de emissões

Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.

Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.

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Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.

O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.

Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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