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Primeira-dama Márcia Pinheiro reforça importância da Secretaria da Mulher durante solenidade do Qualifica Mulher, que conta com 117 beneficiadas

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Com o auditório lotado de familiares e amigos, 117 mulheres participaram, na tarde desta quarta-feira (13), da solenidade de formatura de mais uma turma do programa Qualifica Mulher. A iniciativa, estrategicamente organizada com o apoio da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, por meio da Secretaria da Mulher, é um compromisso da gestão que promove resultados significativos para o empreendedorismo feminino. O evento foi realizado no auditório do Conselho Regional de Contabilidade. No total, mais de oito mil pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa promovida pela gestão Emanuel Pinheiro ao longo de quase oito anos de administração na Prefeitura de Cuiabá.

Dessa vez, 98 alunas receberam a certificação do curso de Cuidador de Idoso, realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e outras 19 receberam a certificação do curso de Qualificação em Atendimento, realizado em parceria com o Shopping Estação Cuiabá.

“Quando decidimos promover a qualificação para mulheres, percebemos a importância de criar uma estrutura específica para atender suas necessidades. A Secretaria Municipal da Mulher nasceu desse esforço, fruto das interações e conversas com mulheres que participaram dos cursos e mostraram a necessidade de um atendimento mais abrangente. Identificamos que essas mulheres, muitas em situação de violência doméstica, precisavam de apoio não apenas no combate à violência, mas também em saúde, alfabetização e qualificação profissional”, afirmou Márcia Pinheiro.

A primeira-dama também avaliou que a criação da Secretaria da Mulher, implantada em 2020 e sendo a primeira do Estado, foi um marco para oferecer suporte integral, ajudando muitas mulheres a romperem o ciclo da violência. “Sabemos que a dependência financeira é um dos principais fatores que perpetuam a violência doméstica e, por vezes, levam ao feminicídio. As mães, especialmente, enfrentam dificuldades para sair de situações abusivas por falta de recursos”.

Ela ainda destacou que a Prefeitura de Cuiabá, nas próximas semanas, ofertará um programa de aluguel social, que oferecerá um auxílio de mil reais por seis meses para mulheres que desejam deixar seus lares, onde sofrem algum tipo de violência, mas não têm para onde ir. “É crucial que essa iniciativa seja destacada no nosso balanço de realizações e que a próxima gestão dê continuidade a esse importante programa, que tem transformado a vida de tantas mulheres em nossa capital. Esses cursos de qualificação já são parte essencial de Cuiabá, e é difícil imaginar a cidade sem eles.”

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Alba Medeiros, coordenadora do curso de cuidadores de idosos na UFMT, falou sobre a importância da parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria da Mulher. “Foi uma experiência maravilhosa. Na primeira turma, tivemos 65 alunos e muitos ficaram de fora, então decidimos abrir uma segunda turma, encerrando com 100 alunos. O curso contou com uma equipe de 26 profissionais de diversas áreas, como fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, médicos (incluindo paliativistas), psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais. Foi uma formação abrangente.”

Já contratada no mercado formal, Karoline Gonçalves Trindade fez o curso de Qualificação em Atendimento. Ela reforçou que a experiência foi muito gratificante. “Tem sido algo diferente e inovador. Estou aprendendo muito, e cada situação traz um novo desafio. O curso oferece muitas oportunidades e é uma experiência que todas deveriam considerar. É uma excelente forma de desenvolvimento pessoal e profissional”, declarou.

Muito emocionada, a secretária da Mulher, Cely Almeida, dedicou seu discurso ao trabalho desenvolvido pela primeira-dama de Cuiabá. “Vocês devem se lembrar do que prometemos, e é por isso que deixei tudo para estar presente. Quero agradecer a todos os presentes, especialmente ao dispositivo de honra, na pessoa da nossa primeira-dama, Márcia Pinheiro. Uma mulher que teve a iniciativa e a alegria de ajudar a construir o programa Qualifica Cuiabá, que deu origem ao Qualifica Mulher. Primeira-dama, você deixará um grande legado para Cuiabá, para Mato Grosso e para o Brasil.”

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“Participei de várias etapas, e é muito gratificante ver que todo o esforço, tanto nosso quanto das participantes, deu resultado. Nosso objetivo sempre foi trabalhar em prol de outras mulheres, pessoas e crianças, pensando no bem coletivo. Representando o Shopping Estação Cuiabá, posso dizer que os valores que trouxeram para a realização deste projeto se alinharam perfeitamente com os nossos. Quando surgiu a oportunidade de parceria, não pensamos duas vezes em aceitar e realizar, com a certeza de que daria certo. Ficamos felizes em ver que algumas das participantes do treinamento conseguiram êxito e hoje fazem parte da equipe do Shopping”, declarou Paula Borges, coordenadora de qualidade do Shopping Estação Cuiabá.

Dalva Maria de Oliveira, de 62 anos, mãe, avó e formanda, refletiu que o curso é um sinônimo de acréscimo futuro na renda familiar de até R$ 2 mil. “No final do curso de cuidador de idosos, já me convidaram para trabalhar, mas, no momento, estou cuidando da minha mãe, que é idosa, há três anos. Também cuidei do meu pai após ele ter um AVC. A partir de janeiro, pretendo começar a trabalhar. Só tenho a agradecer.”

Idealização

O Qualifica Mulher, programa delineado graças à atuação da primeira-dama de Cuiabá, foi realizado pela Secretaria da Mulher, Núcleo da Primeira-dama, Serviço Social do Transporte (SEST), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) e Instituto de Saúde Coletiva da UFMT.

Participaram da solenidade: a psicóloga Marialice Mundim, Elis Prates (secretária adjunta da Mulher), o delegado da Delegacia do Idoso, Marcos Veloso, Clausi Barbosa (secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência), Lucilene Zanetti (representante do Conselho Regional de Contabilidade), Carolina Peres (representando o Sest Senat), Fabiana Soares (coordenadora da Casa de Amparo), além de lideranças comunitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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